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Goiás é o Estado com melhor saldo de emprego do Centro-Oeste

Atualizado em 31/03/15 08:58.

Atualizada em 23/03/2015 às 09:50.

Segundo CAGED, Estado abriu 4.459 vagas de emprego no mês de fevereiro. Mas saldo é o menor dos últimos 12 anos

Jéssica Adriani

 

Não que o cenário esteja bom para o Estado, mas Goiás conseguiu manter saldo positivo de emprego, ou seja, o número de contratações foi maior do que o de demissões, principalmente se comparado ao restante do país.

Isso é o que demonstra o último Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O relatório, referente ao mês de fevereiro, mostra que no Brasil foram fechados 2.415 postos de trabalho formais. 

O Centro-Oeste terminou o mês criando 10.781 vagas. Em nível de comparação, o Sudeste fechou mais de quatro mil vagas de emprego. Goiás foi o Estado que mais contratou no Centro-Oeste. Foram admitidos um total de 57.551, enquanto as demissões somaram o valor de 53.092, saldo positivo de 4.459 vagas de emprego.

Os setores que mais contribuíram foram os de serviços, com mais de 3000 contratações, e a agropecuária, com 1.359. Enquanto construção civil e comércio mais demitiram do que contrataram, ao todo, os dois setores eliminaram 934 postos de trabalho.

Mesmo com saldo positivo o mês de fevereiro foi o pior dos últimos 12 anos em Goiás. No mesmo período do ano passado, foram abertas 12.554 vagas de emprego, queda de mais de 35%.

 

Tabela atualizada

 

Brasileiros estão insatisfeitos

Os dados levantados não acalmam Mileide Ribeiro. Desempregada há seis meses, ela vive, na prática, a queda da oferta de trabalho. "Não se nota o crescimento de vagas. Principalmente para mim que busco o primeiro emprego", relata.

Com a crescente instabilidade econômica, os brasileiros a cada levantamento estão menos confiantes com seus trabalhos. Para o economista Ricardo Amorim, desde o Plano Collor nunca se viu tanta preocupação, "Razões não faltam. Em 2015, pela primeira vez em mais de 70 anos, o PIB cairá pelo segundo ano consecutivo", relatou em um blog.

Em recente pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, aponta que o percentual das famílias que se sentem mais seguras em relação ao seus trabalhos sofreu queda de 2% em relação a fevereiro e 4,4% ao mesmo período do ano passado. Os dados são da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias

Fonte: FIC

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