Weby shortcut
Jovens Jornalistas - FIC UFG

Vaga viva ou parklet: um oásis em meio ao caos

Atualizado em 24/03/15 11:39.

 

 

Mardem Costa Jr.

 

Fonte: Site Sobreurbana 

Parket instalado em Goiânia, no mês de outubro do ano passado / Fonte: Sobreurbana

 

Construções, carros, pessoas apressadas, poluição visual e sonora. Estes e outros elementos compõe o "caos urbano" nosso de cada dia. O verde de árvores e áreas públicas acaba relegado a segundo plano, tanto pelas pessoas quanto pelo Poder Público. No entanto, em tempos de mudança de pensamento e conscientização da importância do meio ambiente no dia-a-dia, faz-se necessária uma intervenção urbana simples, porém eficaz: os parklets ou vagas vivas.

 

A iniciativa surgiu na cidade americana de São Francisco e aqui no Brasil está sendo implantada em algumas cidades, com destaque para São Paulo. Mas, o que seria uma vaga viva? Nada mais é do que "tomar" uma ou duas vagas de estacionamento, utilizando a área para criar uma charmosa extensão da calçada. No local podem ser colocadas cadeiras, bicicletários e um paisagismo diferenciado.

 

Na capital de Goiás, a primeira iniciativa foi feita durante a 1ª Semana de Ecologia Urbana de Goiânia. O site Sobreurbana e o Coletivo Centopéia reuniram um grupo de cerca de vinte pessoas e criaram um parklet na rua 20, Setor Central, ilustrada na foto acima. O local, apesar de singelo, era aconchegante e inusitado. Quem participou pode aprender um pouco mais sobre o conceito e elementos vitais para a concepção da vaga viva.

 

Inovação

A professora Patrícia Morais, da Faculdade de Artes Visuais da UFG, considera inovadora a iniciativa da vaga viva Para ela, seria razoável que a própria prefeitura estimulasse a construção de mais espaços em toda a cidade. Mesma opinião é compartilhada pelo estudante Pedro Henrique Silva, que reforça a necessidade de conscientização também por parte dos motoristas.

 

Apesar da importância de uma nova discussão de urbanidade, até o presente momento não há, nem na Prefeitura de Goiânia e nem na Câmara de Vereadores um indicativo de que o assunto entrará em discussão. Paradoxalmente, a sustentabilidade foi o mote da campanha do prefeito Paulo Garcia (PT). No entanto, o discurso acabou ficando para trás, junto com o lixo nem sempre coletado e a baixa aprovação do petista.

 

(Fonte: FIC)