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Alto número de casos de dengue preocupa autoridades em Goiânia

Atualizado em 24/03/15 09:47.

Publicado em 24/03/15

Capital é a segunda cidade com mais casos registrados no Brasil no ano de 2015.

Por Vitor Alves Monteiro

Criadouro de dengue

Vasos com água parada são o local ideal para a reprodução do mosquito Aedes Aegypti, vetor da dengue. (Foto: Secretaria Municipal de Saúde/Internet)

Uma grande preocupação dos goianienses nos primeiros meses de 2015 é a dengue. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, que se reproduz em recipientes com água parada, e causa febre alta, dores na cabeça, nos ossos e nas articulações, cansaço, tonturas, vômitos, entre outros sintomas.

Goiânia é a segunda cidade com mais casos de dengues registrados no Brasil em 2015. A capital goiana só fica atrás, em números absolutos, de São Paulo, que possui uma população, pelo menos, oito vezes maior, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Somente nesse ano, sete pessoas morreram em decorrência da dengue no Estado de Goiás. Outros 11 casos são investigados pela Secretaria Estadual de Saúde. Ao todo foram registrados 36,5 mil casos, sendo 15 mil somente em Goiânia. Os números foram divulgados pelo secretário estadual de Saúde, Leonardo Vilela, em entrevista à Rádio 730. O político garantiu ainda “que o Estado tem medicamentos suficientes para atender quem contrair a doença”.

Nas últimas semanas, as autoridades responsáveis tem tentado amenizar a preocupante situação. No dia 18 de março, foi iniciada a “Operação Cata Pneus”, com o objetivo de recolher pneus que tenham sido descartados de maneira indevida em lotes baldios e outros locais da cidade e que possam acumular água, tornando-se criadouros do mosquito transmissor da moléstia.

Além disso, a prefeitura de Goiânia tem realizado força-tarefas, em diversas regiões da capital, visando reduzir o número de casos da dengue e também para eliminar os focos do Aedes Aegypti. Nas ações, feitas na região norte, foram usados um drone (equipamento aéreo não tripulado), que pode ser manobrado por controle remoto, para monitorar e fotografar os locais onde estão os possíveis focos da doença.

Em relação à operação, Flúvia Amorim, diretora de vigilância em saúde da Secretaria Municipal, ressaltou que é preciso da cooperação da população para a diminuição dos focos da dengue. "A intenção é mobilizar a população para que ela ajude. Não basta um lado fazer sua parte, precisamos da união das forças. Estamos com 15.062 casos. Felizmente, o número de óbitos é menor do que no ano anterior, no mesmo período".

Brasil

E o problema não se restringe ao estado de Goiás. No começo de março, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou em entrevista coletiva que, nos dois primeiros meses do ano, houve aumento de 139% nos casos notificados de dengue em todo o país, comparados ao mesmo período do ano passado. Foram 174,67 mil registros em janeiro e fevereiro de 2015, ante 73,13 mil no ano passado. Em contrapartida, os números preliminares de óbitos, casos graves, além da nova denominação ‘dengue com sinais de alarme’ caíram 28% e somaram 555 casos. No ano passado, foram 771.

O ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões aos estados e municípios para melhorar o combate aos mosquitos transmissores da dengue e do chikungunya. Deste total, R$ 121,8 milhões foram destinados às secretarias municipais de saúde e R$ 28,2 milhões para as secretarias estaduais.

Fonte: FIC

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