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Bastidores de uma (re)eleição

Atualizado em 02/06/15 10:30.

Presidente da Federação Goiana de Futebol esteve presente na eleição da FIFA como um dos componentes da comitiva brasileira e comenta prisão do brasileiro José Maria Marin.

Por Vitor Alves Monteiro

presid FGF

(Foto: Vitor Alves Monteiro)

Na última sexta-feira (dia 29 de maio) foi realizada a eleição da FIFA para presidente e 206 confederações filiadas à entidade tiveram direito a voto. Cada país poderia levar uma comitiva com 4 pessoas: o presidente da Confederação (Marco Polo Del Nero, no caso do Brasil), e 3 delegados (José Maria Marin, André Pitta e Mauro Carmélio).

Porém, dois dias antes da eleição, 7 pessoas ligadas às confederações nacionais e a FIFA, inclusive o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF e atual vice, foram presas por corrupção, em investigação promovida pelo FBI.  

Del Nero deixou Zurique e retornou para o Brasil às pressas, horas antes da votação. Dessa forma, o presidente da Federação Cearense, Mauro Carmélio, foi o responsável pelo voto brasileiro. Em entrevista aos Jovens Jornalistas, André Pitta, presidente da Federação Goiana de Futebol, revelou que a eleição teve clima tenso e comentou a prisão do vice-presidente da principal entidade do futebol brasileiro.

Joseph Blatter foi reeleito presidente da entidade, após receber 133 votos contra 73 votos de Ali Bin Hussein no primeiro turno. Porém, o príncipe da Jordânia acabou renunciando a candidatura antes do segundo turno. Dessa forma, o suíço foi reeleito para seu quinto mandato na presidência da FIFA.

Jovens Jornalistas: Porque foi um dos escolhidos para compor a comitiva? E porque não foi você que votou?

André Pitta: A comitiva é uma decisão da presidência da CBF. A escolha de quem seria o responsável por votar ou não é o de menos. Foi uma decisão nossa (Pitta e Carmélio) mesmo, até porque o voto não é pessoal nosso, é da instituição CBF.

JJ: Voto da CBF foi para quem?

Pitta: Temos um acordo conversado com a CBF de que não cabe nem a mim e nem ao Mauro falar sobre essa questão. Acredito que a CBF deve se pronunciar sobre o voto da entidade.

JJ: Você é a favor do continuísmo ou do fato novo?

Pitta: É muito difícil falar desse assunto até porque conheço pouquíssimo o candidato de oposição. Às vezes ele é jovem, mas tem competência , é uma pessoa madura, com idealismo, que tem  todas condições de fazer um trabalho ainda melhor que o Blatter. Agora, com essa falta de conhecimento nosso sobre o candidato, fica difícil você conseguir comparar o que seria melhor. Lógico que, em alguns momentos, a juventude é importante, mas, sem dúvida nenhuma, em outros determinados momentos, a experiência, a maturidade, o aprendizado acabam sendo também muito importantes.

JJ: Quando chegou na Suíça? Estava presente no hotel quando Marin foi preso?

Pitta: Cheguei na Suíça na terça-feira pela manhã. Eu e o Mauro estávamos em outro hotel completamente diferente e tivemos a informação da prisão do ex-presidente Marin através da imprensa do próprio Brasil, onde nós estamos sempre consultando alguns sites, e até fomos pegos de surpresa tomando conhecimento através da imprensa brasileira.

JJ: Acredita que Marin é culpado no processo?

Pitta: Se você me fizesse essa pergunta na semana passada, eu iria falar que não tinha dúvidas, que o achava uma pessoa séria e correta porque ele sempre demonstrou isso. Depois de tudo que aconteceu é muito difícil eu afirmar algo sobre. É difícil você não acreditar que possa ter alguma coisa devido a forma, da participação da polícia americana e suíça em comum. Todo mundo  tem o direito de defesa, que ele possa exercer esse direito. E que, se ele realmente não tiver culpa, que isso fique claro a todo mundo no Brasil. Se tiver, infelizmente, ele tem de pagar pelo erro que cometeu".

JJ: Acredita na lisura do Marco Polo Del Nero?

Pitta: Como eu falei, a gente tem de acreditar nas pessoas. Não podemos condenar. Tivemos com ele após a prisão do Marin e ele demonstrava um abatimento grande, em virtude de um golpe desse tamanho. Ele não demonstrava preocupação interna com ele. Estava tranquilo em relação ao nome dele. Estava abatido porque é um golpe grande para a CBF, para uma nova administração que ele vinha  buscando. Como eu falei, são questões que a justiça tem de resolver. Se realmente, tiver irregularidade, os órgãos competentes que tem de avaliar.

JJ: Como levantar desse golpe a partir de agora?

Pitta: Tem de procurar mostrar lisura. A CBF vinha fazendo isso, respondendo todas as criticas, tentando ser transparente e mostrar uma condição diferenciada. Acho que tem continuar mantendo essa posição e buscar essas alternativas. Agora é lógico dentro de uma lisura e uma seriedade para que não venha comprometer o principal veículo de divulgação do nosso país, que é o futebol brasileiro.

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