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Enterros sustentável: conheça os caixões biodegradáveis

Atualizado em 02/06/15 10:25.

A palavra do século é Sustentabilidade, para os rituais fúnebres não é diferente. Conheça os projetos que exploram o conceito do "ciclo da vida"

por Heitor Vilela

Desde que o homem vive em sociedade, por mais primitiva que seja, sempre houve a preocupação com os seus pares, depois de mortos. Os rituais funerários na pré-história talvez fossem um dos mais sustentáveis, para não poluir a terra e os leitos de rios, o homem depositavam os corpos em grutas secas e profundas, onde o corpo demorava mais para se decompor. Na antiguidade cada povo desenvolvia ritos, relacionados as religiões, na china e japão os corpos eram queimados em uma simbologia que ligava o fogo à purificação da alma.

Na cultura cristã ocidental o mais comum e aceito, é o enterro em cemitérios, dentro de caixões e a construções de lápides e criptas em memória dos que partiram.

Queimando antigo
Porém na sociedade contemporânea, como em praticamente todos outros aspectos da vida, novas tendências prometem revolucionar o processo funerário. Em um mundo onde a sustentabilidade se relaciona com a quebra de padrões e costumes, os cemitérios, assim como os clássicos caixões de madeira podem acabar.
Duas propostas inovadoras, que conectam um desing arrojado com a ideia de ciclo natural da vida, podem se tornar um novo padrão para relembrar os entes queridos que morreram. As ideias levam em consideração o espaço ocupado pelos cemitérios em grandes centros urbanos, que apesar da bela arte fúnebre dos túmulos, muitas vezes contamina lençóis freáticos e mananciais de água subterrânea.

A primeira ideia, criada pela empresa Bios, pretende dar vida a uma nova árvore, a partir das cinzas do corpo humano após ser cremado. Usando um conceito sustentável, esta inovadora urna funerária permite que as cinzas funcionem como um adubo, para sementes de árvores depositadas na tampa.

Urna bio

A urna biodegradável possui duas partes: na primeira, ficam as sementes que irão germinar, já na parte inferior, colocam-se as cinzas do corpo. Após ser enterrada no solo, a estrutura feita de papel irá se decompor e as raízes atingirão a parte inferior da urna, utilizando as cinzas como um rico adubo orgânico. Além de gerar uma nova planta, a ideia é que a árvore de certo modo, represente a memória da pessoa, pois viverá durante décadas e até mesmo séculos, dependendo da espécie.

 

capsula

Porém o processo de cremação, pelo menos no Brasil, ainda é um tanto caro e não é acessível a maioria da população. Levando em consideração isso, outra ideia de manter o ciclo da vida girando, a figura do caixão desaparece, para dar lugar à uma capsula biodegradável, onde o corpo da pessoa é depositado sem roupas e dará lugar à uma nova árvore.

O projeto parte de um princípio bem simples: deixar de cortar árvores para fazer caixões, para os caixões se tornarem novas árvores. O projeto italiano The Capsula Mundi, pretende acabar com os cemitérios como conhecemos e no lugar, se criar bosques e até mesmo “florestas da saudade”.

capsula

Os designers Anna Citelli e Raoul Bretzel criaram uma cápsula orgânica e biodegradável, que é capaz de transformar um corpo em decomposição em nutrientes para uma árvore. Primeiro, o corpo do falecido é colocado dentro da cápsula e então enterrado. Depois é plantado uma árvore ou uma semente por cima para aproveitar a matéria orgânica.
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