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Porcos, baratas e amor: a inventividade de Jajá Félix

Atualizado em 02/06/15 11:17.

Utilizando das redes sociais, o ilustrador alagoano criou diversos personagens, situações e parcerias geniais

 Por Heitor Vilela

Arte - Jajá Félix

O rapaz se chama Jarlan Félix e tem seus 27 anos. É criador da página de ilustrações, quadrinhos e charges Jajá Félix no Facebook. Atualmente a page do jovem conta com mais de onze mil curtidas de um público fiel e cativo.

Os desenhos de Jarlan tratam em sua maioria de experiências irônicas do cotidiano de relacionamentos, crises de idade e furos existenciais. Participa ativamente de algumas publicações em conjunto com outros ilustradores e ilustradoras desse mundão véi de guerra, como “O Banquete.

Trata com a sensatez e provável insignificância de uma barata, o sentimentalismo sarcástico das situações que encontram e corroem diariamente, milhares de corações tristes e solitários. Talvez auto biográfica, a arte de Jajá Félix é fácil de ser absorvida e consumida. Desenhos limpos e alguns diriam que até mesmo fofos. Trazem muitas vezes pistolas, revólveres e outros tipos de dramatização simbólica de rompimento.

Confira a entrevista com o autor:

Arte - Jajá Félix

Você tem alguma influência na área do quadrinho?

Jajá Félix — Eu sempre busquei um traço que pudesse ser executado de uma maneira fácil e que me agradasse. Meu traço é a mistura de muitas influências, algumas delas são: Fábio Zimbres, Diego Gerlach que foi um cara que me ajudou muito quando comecei a fazer quadrinhos, Rafael Sica que na minha opinião é um mestre, Yan Copelli, Ian Stevenson, Wasted Rita, Daniel Johnston, Raymond Pettibon, Carlos Zéfiro e Paul Paetzel.

Quais são suas principais motivações e pautas?

Jajá Félix — Minhas principais inspirações são as coisas que me acontecem no cotidiano, incluindo as músicas que ouço e as pessoas com quem converso. A principal motivação é a vontade de ser mais.

Como foi a criação da page no Facebook?

Jajá Félix — A página como todo o trabalho começou de forma despretensiosa, nunca imaginei que ia chegar onde está, mas está crescendo cada dia mais.
Arte - Jajá Félix

Qual o Feedback que recebe sobre sua arte?

Jajá Félix — Apesar do projeto ter 3 anos foi só em 2013 que as coisas começaram a acontecer, mudei a temática da página que antes era ilustrações para quadrinhos. Comecei a viajar, a expor, a conhecer as pessoas da internet. Já conheci pessoas maravilhosas por conta do meu trabalho.
Para você qual é a importante da arte na transformação social?

Jajá Félix — Quando leio a palavra arte penso em universo muito mais abrangente para a palavra, além da arte sequencial. Porém, as vezes vejo meu trabalho como uma causa social, as mensagens dos quadrinhos não têm a intensão de trazer uma solução mas sim causar a reflexão do leitor. Mas essa arte só alcança seu objetivo se houver reflexão caso contrário se torna apenas um objeto de decoração.

Quais outros ilustradores e artistas nacionais você indicaria para os leitores?

Jajá Félix — Eu gosto de muita gente e tenho muitos amigos que fazem trabalho maravilhosos, a lista é grande: Lovelove6Batata Frita Murcha, Mês, ShoshQuadrinhos InsonesSingh Bean, Éff,Adivinha DindiRevista PregoCristiano Onofre, Selo Piqui, Boobie TrapJulia Balthazar, Heron Prado,Mazô e O Banquete que é um projeto no qual também faço parte.

 

Arte - Jajá Félix

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