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UFG e o Sisu: como o sistema pode democratizar o acesso ao ensino

Atualizado em 02/06/15 09:07.

Um ano após adesão completa ao Sisu, profissionais da UFG refletem sobre os benefícios do programa

Por: Luiz Fernando Carvalho

CS

Foto: Ascom

Desde o primeiro semestre de 2015, o Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura – Cepec da Universidade Federal de Goiás decidiu aderir integralmente ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) como forma universal de ingresso na graduação, abandonando assim o vestibular tradicional. O Sisu, que até o processo seletivo 2014/2 assegurava 50% das vagas para o estudante que participou do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.

Para Wagner Furtado, presidente do Centro de Seleção da UFG, as vantagens são tanto para os candidatos quanto para a Universidade. “Os candidatos terão seu acesso a uma universidade pública de forma mais democrática, pois poderá apenas com um exame concorrer uma vaga em diversas universidades”, afirma.

Além disso, segundo ele, há uma série de vantagens como o candidato poder realizar a prova em sua cidade ou em alguma bem próxima, já que o Enem é aplicado em muitas cidades do estado, a universidade poupar o trabalho de realizar um vestibular, podendo as pessoas envolvidas ao longo do processo se dedicarem a outras atividades acadêmicas inerentes ao trabalho na Universidade.

Segundo o pró-reitor de graduação da Universidade, Luiz Mello de Almeida, foram levados em consideração diversos estudos sobre o sistema, em especial, um feito pela Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) antes da implementação integral do Sisu.

Com o fim da vestibular tradicional, a UFG fica livre da elaboração completa de uma prova, porém ainda faz parte da elaboração do Banco Nacional de Itens (BNI), que é de onde saem as questões do Enem. Assim, no caso de erros no Enem, o problema será nacional e não apenas local, pois o processo é utilizado pela maioria das Universidades Federais, seja integral, seja parcialmente.

Divergências

Após ter sido aprovado por maioria quase absoluta no Cepec, ainda há dúvidas se o Sisu realmente é uma boa ferramenta. Durante a fase de implementação, a Faculdade de Educação (FE) emitiu uma nota publicada no Jornal do Professor - Adufg em Junho de 2014 defendendo a não-adesão imediata da universidade à plataforma.

Para a unidade, existe o risco de o modelo aprofundar diferenças regionais de acesso ao ensino superior publico, visto que estudantes com melhores condições de ensino, das classes média e alta do centro-sul do Brasil, continuam privilegiados nos melhores centros universitários.

Em contrapartida, Furtado destaca que a mudança organiza e democratiza o processo de seleção. Além disse, a prova do Enem é gratuita para alunos da rede pública ou que comprovem baixa renda e custa R$ 35 aos demais, mais barato que o vestibular tradicional que custou R$ 130 no último processo seletivo.

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