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Charlie, Charlie e seus poderes de conquistar público

Atualizado em 02/06/15 08:53.

Adaptado de uma brincadeira mexicana, o Desafio Charlie, Charlie ganha as redes sociais e mostra como uma estratégia de marketing pode dar certo

Por Ana Carolina Jobim

02/06/2015

Desafio Charlie

Foto: nerdist.com

Na última semana o chamado Desafio Charlie, Charlie ganhou as redes sociais. A brincadeira, também conhecida como Chalie Charlie Challenge, consiste em um tabuleiro onde estão escritas as palavras “sim” e “não” e duas canetas cruzadas, e é através das canetas que uma suposta entidade se comunicaria com os jogadores.

Vídeos de pessoas do mundo todo participando do jogo logo se espalharam pela rede, assustando usuários ou instigando outros a jogar. Somente no Twitter, a hashtag #CharlieCharlieChallenge foi usada por mais de dois milhões de usuários do mundo todo, segundo a BBC Trending.

Porém na quinta-feira a notícia de que o desafio se trata na verdade de uma ferramenta para promoção do filme “A Forca” pois fim a curiosidade dos internautas. O filme, que deve estreiar no Brasil em julho, conta a história de um grupo de adolescentes que são assombrados pelo espírito de um ator chamado Charlie, que encenou a mesma peça que os jovens estão encenando.

Não foi a primeira vez que o jogo do Charlie foi usado como estratégia de marketing. Em Janeiro deste ano a loja virtual Pencils, que é uma espécie de papelaria, tentou viralisar a brincadeira e assim aumentar sua venda de canetas, mas a estratégia não deu certo.

Brasil

Apesar da confirmação de que não se passa de uma ação promocional, Charlie Charlie rendeu ocorrências misteriosas no mundo todo. Além dos vídeos postados na redes sociais que mostram os lápis se mexendo, em Roraima um grupo de adolescentes acabou no hospital após participar do desafio.

De acordo com informações do site G1, no dia 29 de maio um grupo de adolescentes brincava em um terreno próximo a Escola Doutor Luis Rittler Brito de Lucena quando foram tomados por um mal-estar coletivo.

A Polícia Militar e o SAMU foram chamados para socorrer os jovens, mas nenhum dos órgãos soube como lidar com o caso. Segundo a psicóloga Gabriela Matias em entrevista ao G1, o caso é chamado de “histeria em massa”, onde um vê o outro passar mal e, estando esperando por isso, acaba por sentir-se mal também.

Fonte: FIC

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