Weby shortcut
4884

Pesquisas apontam que o abastecimento público de água poderá sofrer prejuízos

Atualizado em 02/06/15 09:33.

Riscos ambientais em microbacias goianas são tema de estudo na Universidade Federal de Goiás

Por Alex Maia

Microbacia

Microbacias da região metropolitana de Goiânia

Pesquisas desenvolvidas pela Universidade Federal de Goiás avaliam a qualidade ambiental de oito microbacias da região metropolitana de Goiânia. Foram analisados o Córrego dos Macacos, Ribeirão Sozinha, Córrego Bom Sucesso, Ribeirão das Lajes, Córrego Vereda, Córrego Recanto Dourado, Ribeirão Arrozal e Córrego Água Branca, localizados respectivamente nas cidades de Terezópolis, Goianápolis, Senador Canedo, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Abadia de Goiás, Trindade e Nerópolis.

Os estudos apontam a degradação de áreas no entorno dessas microbacias, fato que poderá prejudicar o abastecimento público. “Praticamente todas as microbacias visitadas não têm mata ciliar, pois a maior parte delas deu lugar a pastagens ou lavouras”, alerta a professora Katia Kopp, coordenadora do projeto. A pesquisa também avalia parâmetros físico-químicos e biológicos da água

De acordo com a pesquisa, grande parte desses problemas é causada pela ocupação urbana desordenada. Para Koop a dinâmica humana faz com que a tendência desses municípios seja caminhar rumo ao crescimento, no entanto, os córregos que são utilizados para seu abastecimento são pequenos.

“Dessa maneira, caso não seja realizado um trabalho de gestão para recuperação de mata ciliar, com o passar do tempo, alguns desses cursos d’água podem ser perdidos”, previne a pesquisadora.

A pesquisadora adverte que, para que os recursos hídricos, essenciais à vida, não se esgotem, a exploração deve ser sustentável. Para ela, os resultados desses projetos podem contribuir com os municípios, já que por meio deles poderão ser estabelecidos programas de gestão desses recursos e dos problemas a eles relacionados.

Listar Todas Voltar