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Jornalismo Esportivo em Goiás passa por grave crise

Atualizado em 02/06/15 10:03.

Nos últimos anos, a área do jornalismo esportivo em Goiás tem passado por diversos problemas, principalmente na parte financeira. 

Por Álvaro de Castro

 

A função do jornalista esportivo em Goiás está em crise. Aliás, o jornalismo esportivo em todo o estado está longe do ideal. O mercado passa por um momento complicado, onde, por hora, é difícil achar uma solução. Pelo menos à curto prazo. Muitas rádios pararam de fazer todas as transmissões dos clubes goianos no Estádio Serra Dourada. Prova disso são as cabines vazias dentro da praça esportiva. 

 

Vários pontos podem ser levados em consideração para os problemas. O mercado inflacionado, a pouca atratividade de eventos esportivos e a falta de apoio de empresas, tanto na divulgação, quanto nas parcerias, complicam. Chegamos ao ponto das maiores emissoras rádios do estado estarem atrasando os salários dos funcionários em alguns meses.

 

Segundo um repórter de um grande veículo radiofônico: "A rádio não nos dá nenhum respaldo e segurança para trabalharmos com tranquilidade. Mês após mês os salários atrasam cada vez mais a chegar. Fica difícil fazer um trabalho de alto nível, você fica mais preocupado em como vai conseguir se sustentar", comentou. 

 

jornalismo

Apesar do mau momento, carreira atrai grande número de jovens profissionais

 

Nos jornais impressos, a situação é parecida. Alguns, inclusive, diminuíram o quadro de jornalistas na editoria de esportes. Caso do O Popular, que em 2015, extinguiu o "Pop Esporte", caderno exclusivo para os esportes. É cada vez menor o número de repórteres que cobrem os principais clubes goianos de futebol (Atlético, Goiás e Vila Nova).

 

Apesar do cenário nada animador, o número de jovens estudantes de jornalismo interessados na área cresce consideravelmente. Tal fator, pode animar e reestruturar a área em Goiás a médio prazo. Está meio claro que mudar e renovar toda a estrutura de rádios e jornais é o primeiro passo para um retorno aos "períodos de ouro" do jornalismo esportivo.

 

Para Fábio Alves, jornalista que atuou na área e hoje trabalhar em uma empresa de assessoria de imprensa, a tendência é que o cenário desanimador dos últimos anos tenda a mudar daqui para frente: "É um ciclo, chegamos em um ponto extremamente ruim. Agora é preciso mudanças, por bem ou por mal. Confio que daqui alguns anos o jornalismo esportivo retorne com grande força. Hoje o que vemos é algo ruim, principalmente para o profissional recém formado", destacou Fábio.

 

Rejuvenescer, mais do que os nomes, mas as formas de se fazer o jornalismo esportivo é o principal caminho. Jornais e, principalmente, rádios esportivas devem repensar as formas de se fazer as coberturas esportivas. Por mais que, no momento, não possamos imprimir confiança, é possível ser otimista de que uma reviravolta por acontecer.

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