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O uso da impressora 3D está mais perto do que a gente imagina

Atualizado em 26/05/15 10:51.

A tecnologia desenvolvida para essas impressoras têm avançado rapidamente

Por Jéssica Adriani

 

Ilustração

 

Olhe sua mesa de trabalho.  Poder ser que tenha porta-caneta, régua e clips. Imagine que você não quer mais ter seus objetos iguais ao de todo mundo, dirige-se até a sua impressora e imprime um novo porta-caneta. Sim, imprime. Com as impressoras 3D se pode criar os mais variados produtos e dependendo  do que for, sem sair de casa.

Segundo o consultor e design industrial Eduardo Castilho, essas impressoras têm se popularizado conforme o tempo e o preço está mais acessível, “Há quatro anos custava em torno de U$ 15 mil, hoje pode-se comprar uma por volta de R$ 4 mil”.

Nelas se podem imprimir objetos simples de plástico, como prendedores de roupas, bijuterias e brinquedos. “Acredito que em uma década, talvez até menos, poderemos em casa fabricar nossa própria escova de dentes ou uma colher”, informa Castilho, que é um entusiasta da ideia.

As mais desenvolvidas para uso industrial podem imprimir objetos usando alguns tipos metais e, recentemente, está para ser lançada uma que imprime tendo como matéria-prima a porcelana. Com isso abre espaço para que seja produzido os mais variados objetos.

Para Castilho essa tecnologia vai mudar todo o processo produtivo da indústria. Hoje, para se produzir uma peça, um puxador de armário, por exemplo, tem que se criar um projeto, depois o molde e para ser lucrativo deve-se fabricar milhares. Já as impressores 3D imprimem da maneira que o cliente quer e sem a necessidade de ser em massa.

“Não haverá mais a necessidade de um grande parque industrial. Uma fábrica de carro, por exemplo, produzirá as peças grandes e na própria concessionária o cliente escolherá como será a calota ou a maçaneta do carro e o vendedor imprimirá na hora”, exemplifica o design industrial.

 

Tendências

Mesmo parecendo algo futurista, há empresas que já enxergaram a tecnologia como uma oportunidade de negócio. Há casos de prestadoras de serviços, conhecidas no EUA como laboratórios de fabricação que oferecem a impressão tridimensional, como as gráficas rápidas onde basta levar o projeto e esperar o tempo necessário para ficar pronto.

Nos Estados Unidos são conhecidas como laboratórios de fabricação. Mas não é preciso ir para tão longe, segundo Castilho há empresas em São Paulo e no sul do País que trabalham com este modelo.

Para o uso doméstico, há o desenvolvimento de softwares simples de desenho tridimensional que ajudará as pessoas a criarem os próprios protótipos. 

 

 

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