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Jogo possibilita a criação de realidades fantásticas

Atualizado em 26/05/15 09:01.

Em ambiente fictício, jogadores de RPG criam personagens e dão sequencia a sua história.

Por: Luiz Fernando Carvalho

JOGO RPG

Foto: reprodução

Role Playing Game, o RPG, é um jogo tradicionalmente de mesa onde todos os jogadores assumem o papel de um personagem em um mundo fictício que é narrado por um mestre, o “game-master”. Este gênero é mediado por um sistema de pontuação baseado na rolagem de dados, informa o professor do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Federal de Goiás Daniel Christino.

Historicamente, é uma categoria derivada dos antigos jogos de guerra de mesa aos quais se acrescentou uma ambientação fantástica e um imaginário medieval, afirma. Segundo a estudante e jogadora de RPG Ana Maria Antunes, os personagens são descritos em fichas em que se explica a história e os atributos de força, defesa e magia. O mestre conta a história, os jogadores narram as próprias ações e falas e o jogo segue nessa interação, alega.

Existem vários tipos de RPG variando em como se joga, que podem pedir que as ações sejam narradas, simuladas ou escritas dependendo de onde se está jogando, conta o estudante e jogador de RPG Vítor de Pina. “Geralmente quando o jogo é narrado os jogadores se encontram pessoalmente ou jogam através de algum programa de voz, como o Skype. Já os jogos de RPG escritos são realizados em fóruns da web onde, geralmente, nenhum dos participantes se conhece. Vale lembrar que os jogos online, chamados MMORPG, tem sua base nos RPGs de mesa”, assegura ele.

Mitos

Durante muito tempo, em função do caráter teatral do jogo que inclui até encenações de partes da aventura, o RPG foi associado ao paganismo ou até mesmo à demonologia, declara Christino. Outro mito é o de que os RPG ajudam a dramatizar problemas do cotidiano e oferecem certo tipo de terapia. “RPG é um jogo e não um psicodrama. Faltam-lhe, portanto, as ferramentas para tematizar qualquer tipo de problema psicológico”, afirma ele.

Também, há toda uma associação entre RPG e cultura nerd, o que é um fato, mas é um tanto exagerado pela mídia, declara o professor. Com a emergência da figura do nerd e suas variações, o RPG passou a ser mais valorizado como um jogo inteligente e imaginativo, mas também um tanto excêntrico, acrescenta.

Para Antunes, o fator que mais atrai o jogador é a temática e jogabilidade do RPG. “Do mesmo jeito que eu posso ler um livro de fantasia, eu posso controlar um personagem num mundo de fantasia nos RPGs. A temática pra mim é bastante atraente”, declara. “Jogo para me divertir, para sair um da monotonia e da rotina e fazer coisas que seriam impossíveis nesse mundo. É isso que me chama mais atenção nesse tipo de jogo, as possibilidades são infinitas, você pode fazer qualquer coisa”, declara de Pina.

Apesar do estereotipo do “nerd” fã de RPG, todo mundo é um jogador em potencial, acredita Abrão. Já Antunes, acredita num público mais específico. “A meu ver, atualmente quem joga RPG é um público mais velho, lá pelos 20 e 30 anos que são adeptos a mesa e ao videogame. O público mais jovem, lá pelos seus 12 a 15 anos, é mais adepto a jogos de MOBA (Multiplayer Online Battle Arena) e FPS (First Player Shooter)”, afirma ela.

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