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Pedágios chegam a Goiás

Atualizado em 02/06/15 09:48.

Mardem Costa Jr.

 

Praça de Pedágio em Ipameri

Praças de pedágio da rodovia BR-050, em Ipameri (Foto: MGO Rodovias)

 

Trafegar por rodovias federais conservadas, sinalizadas e providas de equipamentos de resgate agora tem preço em Goiás. As rodovias BR-040, BR-050, BR-060 e BR-153 tiveram seus trechos em solo goiano privatizadas em 2013 e as concessionárias, após cumprirem com cronograma mínimo exigido pelo contrato, já começaram ou estão finalizando a montagem de praças de cobrança. A BR-050, concedida para a MGO Rodovias, foi a primeira via a contar com o pedágio, cobrado desde abril. A concessionária instalou duas praças: uma na cidade de Campo Alegre de Goiás (km 226+000) e outra na cidade de Ipameri (km 143+985).

 

A expectativa é de que até o final do mês de junho os quatro pontos de pedágio instalados nas rodovias BR-060 e 153 nas cidades de Alexânia, Goianápolis, Professor Jamil e Itumbiara comecem a cobrança. Os valores variam de R$ 2,20 a R$ 3,40 para carros comuns. Caminhões são cobrados de acordo com o eixo e a tarifa de ônibus deverá custar cerca de R$ 10. O trecho da 060 e 153 que corta o estado é administrado pela Triunfo Concebra, que também administra dentro do lote concedido a rodovia BR-262, em solo mineiro. A concessionária também executará, além das duplicações previstas no contrato, a construção de um novo contorno da via dentro de Goiânia.

 

O motivo alegado pelos governos federal é a falta de condições financeiras para a manutenção das malhas e as melhorias que as empresas vencedoras das licitações são obrigadas a implementar, como a duplicação de trechos em mão única, instalação de postos de atendimento e a manutenção das pistas. Em tempos de crise financeira, a expectativa é de que os trechos das rodovias BR-060 (de Goiânia à Jataí), BR-364 e 452, essenciais para o escoamento da soja vinda de Mato Grosso e do Sudoeste goiano em direção aos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) também sejam licitados.

 

GOs TAMBÉM SERÃO PRIVATIZADAS

A mesma crise financeira e o possível aumento do fluxo de carros dispostos a escapar da cobrança nas rodovias federais são as alegações da secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, e do diretor da Agetop, Jayme Rincón, para a elaboração de edital para a privatização das rodovias GO-020 (Goiânia-Pires do Rio), GO-060 (Goiânia-São Luís dos Montes Belos), GO-070 (Goiânia-Cidade de Goiás), GO-080 (Goiânia-entroncamento BR-153) e GO-213 (Morrinhos-Caldas Novas) e de outros trechos, ainda não divulgados. Os estudos e o documento final deverão ser disponibilizados ainda no 1º semestre.

 

Assim, como as BRs, as empresas deverão duplicar trechos ainda de mão única, construir acessos e viadutos, instalar pontos de apoio e telefones de resgate. Também serão responsáveis pela manutenção por uma prazo de cerca de 20 a 30 anos a contar da assinatura do contrato. Serão repassados à iniciativa privada cerca de 2,4 mil quilômetros de rodovias estaduais. A modalidade escolhida é a de menor valor tarifário. A empresa interessada deverá propor um preço de pedágio abaixo do valor máximo proposto, de R$5.

 

Sede da Agetop

Agetop deverá finalizar os estudos para a privatização das GOs (Foto: Agetop)

 

 

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