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Número de casos de compartilhamento de fotos íntimas aumenta no Brasil

Atualizado em 19/05/15 10:51.

224 casos de sexting foram registrados no ano de 2014, 120% a mais do que no ano anterior.

Por Vitor Alves Monteiro

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ONG Safernet tem serviços de denúncias online. Além disso, realiza campanhas para (Foto: Divulgação)

Uma prática cada vez mais comum entre os jovens é o compartilhamento de fotos íntimas em sites e aplicativos para smartphones, como o WhatsappEssa ação, entretanto, se tornou um perigo para muitas pessoas que, na maior parte das vezes, não medem os riscos dessa exposição. Entre os exemplos mais comuns e que fazem mais vítimas está o sexting (divulgação de mensagens, fotos ou gravações de conteúdo erótico ou sensual por meio eletrônico, principalmente, celulares).

A organização não governamental (ONG) Safernet, que há oito anos tem um serviço de denúncias online, realizou levantamento que aponta que, em 2014, foram registrados 224 casos de sexting – um aumento de 120% em relação a 2013 – quando foram registrados 101 casos.

Em 2012, a instituição inaugurou um serviço de ajuda em tempo real. Por meio do Helpline, os adolescentes têm a possibilidade de conversar e explicar a sua situação por meio de um chatA instituição tem realizado várias campanhas de alerta com depoimentos de jovens que foram vítimas de sexting. Os relatos, em geral, envolvem ameaças, sofrimento e o medo da reação de outras pessoas.

Meninos e meninas produzem e compartilham imagens íntimas, mas as mulheres são as que mais sofrem, segundo a psicóloga e coordenadora do canal de ajuda da Safernet, Juliana Cunha. Em 2014, 81% das pessoas que pediram ajuda à ONG eram mulheres.

Problema solucionado?

Segundo a advogada especialista em direito digital e idealizadora do Movimento Família Mais Segura na Internet, Patricia Peck, apesar do aumento no número de denúncias, os casos de sexting ainda são subnotificados. "Apesar do aumento da denúncia, ela representa menos de 20% dos episódios. Em 80% dos casos, as pessoas têm vergonha do que aconteceu."

Ela alerta que, ao ser vítima de vazamento de fotos íntimas, a pessoa "sofrerá" por muito tempo. "Antigamente, mudava de escola, de cidade. Hoje em dia faz o quê? Não adianta mudar de escola, de cidade aquele conteúdo vai atrás da família aonde ela for."

Como denunciar?

As denúncias de violações também podem ser feitas pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100) e pelo aplicativo Proteja Brasil que pode ser utilizado em tablets e smartphones e mostra onde encontrar serviços de proteção integral dos direitos das crianças e dos adolescentes.

Segundo Juliana Cunha, ao receber uma denúncia, a central da Safernet envia os dados para o Ministério Público Estadual e Federal e para a Polícia Federal que fazem a investigação. "É bom lembrar que, no ano passado, foram feitas mais de oito operações no enfrentamento e combate à pornografia infantil na internet pela Polícia Federal. Foi um crescimento no número de pessoas identificadas e que estão respondendo na Justiça".

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