Weby shortcut
4884

Qual esporte deseja jogar?

Atualizado em 19/05/15 10:17.

Projeto propõe correlacionar jogos eletrônicos e práticas corporais no ambiente acadêmico

Por Adriana Rodrigues

19/05/15

 ana

 Foto: Adriana Rodrigues

 

Em abril de 2015, a professora de Educação Física da Universidade Federal de Goiás (UFG), Ana Paula Salles deu início ao projeto Jogos Eletrônicos e práticas corporais na Faculdade de Educação Física e Dança. O objetivo do projeto é dar acesso aos jogos eletrônicos de movimento aos alunos da comunidade acadêmica e ainda poder problematizar juntos a eles o quanto isso interfere nas percepções em relação ás práticas corporais.

Além disso, o projeto visa pensar a formação dos estudantes de educação física na relação com as novas tecnologias, ao dar oportunidade para o graduando refletir sobre sua profissão a partir dessas mudanças. “Não só no campo da licenciatura, que é pensar a relação com a escola, mas também no campo do bacharelado, na área de reabilitação, por exemplo”, acrescenta Salles.

No projeto são trabalhados jogos de esportes e jogos de dança, de maneira que as relações entre esses jogos virtuais e as práticas esportivas reais sejam discutidas. “Fazemos a vivência com os jogos eletrônicos e procuramos aplicar essas vivências fora daqui, para poder problematizar as diferenças, as possibilidades, o que um tem de melhor, o que outro pode propiciar”, elucida Ana Paula Salles.

A professora esclarece que o foco do projeto não é que os participantes obtenham gasto calórico, perda de peso. Porém, por serem jogos que demandam movimentação corporal ampliada, automaticamente geram gasto calórico aumentado.

Contudo, Salles lembra que esse gasto calórico não equivale as perdas energéticas da atividade física de fato, ele pode ser menor. Mas isso também vai depender da própria intensidade e tempo que o participante empenhar no jogo.

Start

Um dos participantes do projeto é o estudante de filosofia na UFG, Thiego Lemes, que é formado em fisioterapia. Lemes afirma que acha muito interessante os jogos eletrônicos sem controle manual, sem fio, no qual é a pessoa mesma que comanda o jogo, sem intermediários.

De acordo com o estudante, no projeto são trabalhados jogos da Nintendo, como o boliche, vôlei e tênis de mesa, que para ele são jogos mais voltados para o lúdico. Os jogos da Microsoft - também usado nas atividades do projeto - são mais aprimorados e necessitam de maior habilidade, e ao seu ver, são mais atrativos para adolescentes e adultos. Um dos principais games é o atletismo.

O estudante explica que o atletismo eletrônico é uma espécie de ‘tetratlon’, “você corre os 100 metros rasos, depois o 100 metros com barreiras, faz o lançamento de dardo e o salto em distância; acaba um, passa uns cinco segundos e aí mostra como vai ser o próximo”.O jogo funciona como se fosse uma competição, que pode ser por equipes e a cada esporte concluído, soma-se os pontos; no final quem fizer a maior pontuação é o vencedor.

O jogo eletrônico de movimento realmente não mexe só os dedos, como os games tradicionais mais conhecidos, proporciona ao participante grande movimentação, dependendo do esporte escolhido, todo o corpo se agita."No jogo dos 100 metros rasos, por exemplo, é só correr no mesmo lugar, quanto mais você levantar o joelho, o jogo entende que você está mais rápido.É bom, mas é bem cansativo também", comenta Thiego sobre o grau de movimentação do jogo.

Aliás, esse tipo de jogo gera interações, reações e emoções parecidas com as provocadas por atividades físicas reais. A grande diferença é a ausência de contato com instrumentos esportivos como a bola, a raquete, o dardo, a rede, por exemplo.

Para Thiego Lemes, os jogos eletrônicos de movimento são um complemento, que cada vez mais vai fazer parte da nossa vida, pois é um evolução da tecnologia.Mas, ele disse gostar mais da atividade ao ar livre e que é importante não trocar a corrida no parque ou o jogo na quadra pelos jogos eletrônicos.

O projeto Jogos Eletrônicos e práticas corporais ocorre todas as segundas-feiras das 18h30 ás 20h30 na sala 03 da Faculdade de Educação Física e Dança da UFG. Conforme Ana Paula Salles, a intenção é continuar com o projeto durante todo o ano, sem previsão para término.

 

  • Segundo estudos realizados pela Universidade de Curtin e pela Universidade de Queensland na Austrália, os jogos eletrônicos de movimento tem impactos benéficos na saúde. Confira a reportagem sobre a pesquisa.

 

grupo

Grupo do projeto Jogos Eletrônicos e Práticas Corpo da UFG. (Foto: Adriana Rodrigues)

 

corrida

Participantes do projeto jogam atletismo- 100 metros rasos. (Foto: Adriana Rodrigues)

 

thi

O estudante de filosofia Thiego Lemes faz jogada no boliche, sob expectativa dos colegas. (Foto: Adriana Rodrigues)

 

Listar Todas Voltar