Weby shortcut
4884

Os poderes da selfie

Atualizado em 12/05/15 09:29.

Descendente da tecnologia fotogtáfica, prática é quase unânime no Brasil

Mustang

Atleta Mustang Wanted em selfie na cidade de Dubai

Nos últimos três anos, a prática do selfie – que são fotografias tiradas uma pessoa por ela mesma – devido ao avanço da tecnologia presente em câmeras embutidas de aparelhos celulares, vem gerando bastante discussão, principalmente nas redes sociais. Alguns estudos sobre a tendência mostram que essa prática tem bastante influência na vida das pessoas, e na forma como elas se vêem.

Em pesquisa divulgada em janeiro de 2015 pelo Correio Brasiliense, os dados são absolutos: 90% dos brasileiros tem o hábito de tirar selfies. A estudante de jornalismo Carolinne Alvares, que é adepta da prática, revela seus motivos para se registrar na memória do celular: “Hoje em dia é muita paranóia, estamos expostos à internet o tempo todo, e fica difícil se relacionar com as pessoas sem mostrar nossas fotos. Tirar selfies aumenta a confiança na hora de se expor à tanta gente nas redes sociais”.

A prática do Selfie, segundo Carolinne, apareceu na vida dela assim que entrou nas primeiras redes. “Desde a época do MSN, quando quem tinha a melhor foto era mais levado a sério, eu me lembro de tirar fotos de mim mesma. Acho que isso nem era chamado de selfie como acontece atualmente”, afirma. Outro dado impactante divulgado na mesma pesquisa é a frequência da prática dos selfies: 12% dos brasileiros realiza essa atividade todos os dias.

Em 2013, a palavra selfie foi eleita pelo Dicionário Oxford, produzido pela universidade britânica de mesmo nome, como a palavra do ano. Segundo os profissionais responsáveis pela publicação, o motivo da escolha partiu de um crescimento de 17.000% de popularidade da palavra, o que a consolidou como um dos vocábulos mais procurados do ano em pesquisas de internet.

Estranhamento

Apesar desses dados que apontam para o selfie como uma prática bem aceita e digerida pelas pessoas, há quem não goste da prática. É o caso do fotógrafo Luiz da Luz, que comenta a imposição de participar desse tipo de cultura, por questões familiares, como exemplifica. “O selfie é aquela foto de familia desagradável em que todo mundo faz pose pra caber no quadro tirada pela própria pessoa. É estranho de ver as pessoas fazendo biquinho, levantando uma das sobrancelhas e inclinando o corpo”.

O selfie também pode ser de grande utilidade na hora de criar arte inusitada. É o caso do atleta escalador de prédios e esruturas de grande altura Mustang Wanted, que é ucraniano. Ele comenta que muitas pessoas já relataram sentir uma sensação de vertigem muito estranha ao ver seus vídeos. "Muita gente me desestimula, mas é a atividade que eu escolhi pra minha vida. Existe toda uma causa por trás".

Ele tem como hobbie a escalada de grandes monumentos – sem o uso de equipamentos de segurança – e o registro dessas subidas em selfie. Mustang declara que jamais conseguiria viver sem a sensação de adrenalina que sente ao realizar seus feitos, e aproveita para desrecomendar a prática, frisando que é feita por profissionais. Ele ainda usa da visibilidade que ganha para dar voz a problemas sociais importantes da Ucrânia.

Listar Todas Voltar