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A culpa pelo clique

Atualizado em 11/05/15 23:18.

Pesquisa aponta que maioria dos profissionais que utilizam smartphone durante o trabalho sente culpa pelo hábito

Caroline Almeida

 

A culpa pelo clique

(Divulgação)

 

Whatsapp, facebook, twitter, instagram, snapchat... A lista de aplicativos para smartphones é grande e conta com novidades a cada momento. Com o aumento de funcionalidades e opções, o uso dos aparelhos nas mais variadas horas do dia também tende a aumentar, avançando, inclusive, pelo horário do expediente.

Esse costume, que está longe de ser raridade, tem causado desconforto. Segundo uma pesquisa divulgada pela empresa de segurança móvel MobileIron, mais da metade dos trabalhadores usa smartphone para assuntos particulares no trabalho e grande parte se sente culpada pelo hábito.

Após o depoimento de mais de 3.500 pessoas que utilizam celulares para trabalhar, o estudo detectou que 56% dos entrevistados troca mensagens de e-mail pessoais e 52% envia mensagens de texto particulares ao menos uma vez por dia durante o trabalho. O remorso pelo hábito é presente em 53% dos profissionais.

Segundo o vice-presidente da MobileIron, em entrevista ao Huffington Post, o que o impressionou foi o motivo da culpa: estar agindo de uma forma reprovada pela empresa. “A pesquisa mostra que todo mundo está fazendo isso”, completou.

Mesmo com a culpa, 50% dos entrevistados cogitariam deixar seus empregos caso não pudessem manter conversas particulares durante o expediente. O estudo foi realizado nos Estados Unidos, Japão, Reino Unidos, Alemanha, Espanha e França.

Necessidade de utilização

Mesmo causando remorso em alguns profissionais, o uso do celular divide opiniões. O estudante de Economia Thiago Mota trabalha em uma agência bancária e explica a experiência com o uso de smartphone no local de trabalho. “Enquanto a agência está aberta, o uso do celular só é permitido em casos emergenciais, fora do atendimento”, disse.

Para Mota, o uso de aparelhos, nesse caso, não traz benefícios para a empresa, exceto para funções específicas, que exigem envio de e-mails e marcações de reuniões, por exemplo. Os ganhos da empresa também são observados pelo relações-públicas Carlos Martins, que destaca a necessidade de aprimorar o uso de smartphones profissionalmente.

Para ele, a utilização pode ser pensada de acordo com a função, observando, principalmente, o contato com o público e o cumprimento das demandas exigidas do profissional. “No setor de vendas, por exemplo, o ideal é que o uso seja feito à distância de potenciais clientes, que podem criar resistência à aproximação de vendedores desatentos ao movimento da loja”, explicou.

 

Fonte: FIC

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