Weby shortcut
4884

Papel: do declínio ao bom negócio

Atualizado em 05/05/15 11:25.

O excesso de documentos físicos arquivados pode ser uma ótima fonte de renda

Gigabox

Documentos armazenados e organizados dentro da empresa GigaBox

Por Mariana Faria

Todo o avanço tecnológico das últimas décadas não foi suficiente para eliminar a dependência de uma invenção lá do século II. O papel faz parte do cotidiano das empresas, e tudo indica que ele continuará a ser empilhado em mesas e arquivos por muitos anos ainda. Em parte isso vai acontecer porque há leis, regras e normas obrigando que informações sejam mantidas assim, nessa condição ancestral.

Como o espaço ocupado por arquivos de documentos é considerado um espaço morto, muitas empresas preferem terceirizar a guarda dessa papelada, e costumam pagar mensalidades que variam de R$ 1,5 a R$ 1,8 por caixa de documentos estocada pela prestadora do serviço de armazenamento. Em geral, empresas de gerenciamento de documento fixam um volume mínimo de 250 caixas por cliente; ou seja, a mensalidade mínima para usar o serviço fica em torno de R$ 380.

Lucro certo

Gláucio Bley, proprietário da GigaBox, uma empresa de gerenciamento de documentos de Curitiba diz que tem clientes que confiam a ele 90 mil caixas. "Por baixo, são R$ 135 mil mensais apenas desse cliente. É um ramo que gera lucro", conta. Bley ainda comenta que o preço do metro quadrado é muito valioso para ser usado como depósito, e por isso as empresas têm optado por terceirizar a responsabilidade pela papelada.

Bley observa que esse fenômeno acontece porque alguns documentos, como contratos de trabalho, livro de registro de empregados, prontuário médico (no caso de hospitais), precisam ser guardados, em papel, permanentemente. E outros, como guias de previdência e o atestado de saúde ocupacional devem ainda ser mantidos por 30 anos. "As empresas em geral não têm paciência nem disposição para organizar tanto papel", diz.

Veja prazos para guardar diferentes tipos de documentos 

Empresas como a GigaBox não são apenas “arquivos gigantescos”. Elas também gerenciam a papelada. Com o consentimento do cliente, elas indexam cada documento permitindo que sejam acessados a qualquer momento em meio a inúmeros outros; claro que mediante um valor. “O gasto mínimo que uma empresa tem aqui é de R$ 500 ao mês, considerando a guarda, digitalização, localização e envio de documentos. Mas tenho contratos que chegam a R$ 500 mil”, completa Bley.

 

Listar Todas Voltar