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Anticoncepcional masculino pode chegar ao mercado em 2017

Atualizado em 05/05/15 09:53.

O produto está sendo desenvolvido pela Fundação Parsemus, uma organização norte-americana não governamental

Por Jéssica Chiareli

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Foto: Konbine.com

Um estudo realizado pela Fundação Parsemus trouxe novidades para o mercado de contraceptivos.

A organização anunciou que deve lançar um método anticoncepcional para ser utilizado por homens até 2017.

O produto ainda está em fase de testes, mas de acordo com os cientistas, não possui contraindicações, já que não modifica a produção de hormônios masculinos.

O mecanismo desenvolvido pela empresa para o anticoncepcional masculino consiste na aplicação de um gel, chamado Vasalgel, nos vasos deferentes, que ficam nos testículos.

O gel bloqueia a passagem dos espermatozoides, da mesma forma como aconteceria se o homem fizesse uma vasectomia.

A diferença é que a situação pode ser revertida com a aplicação de uma injeção de bicarbonato de sódio no local.

O medicamento é de aplicação única e pode funcionar por até por dez anos. O custo estimado dele para a comercialização é menor do que 400 dólares, cerca de 1.500 reais.

O novo anticoncepcional pode ser uma saída para homens como Jefferson Teodolino, que não pretende ter filhos e já cogitou realizar uma vasectomia. "Comparando com o anticoncepcional feminino, é bem mais prático", afirma.

A principal vantagem apontada é que o método anticoncepcional masculino pode diminuir ainda mais o número de gestações indesejadas, tranquilizando os que não desejam ter filho de maneira alguma.

"Está muito difícil pensar em ter filhos hoje, não só por fatores econômicos, mas o mundo tá violento, estranho, com a cabeça que tenho hoje, não teria coragem de colocar alguém nesse mundo", declara Teodolino. 

Testes em humanos

Até o momento, os testes mostraram que o produto é eficaz em animais, mas as experiências em seres humanos ainda não foram realizadas.

De acordo com a organização, a expectativa é que o produto reduza substancialmente o número de gestações não programadas. 

A pesquisa para desenvolver o anticoncepcional começou em 2010, depois que a Fundação Parsemus adquiriu os direitos sobre um medicamento chamado RISUG, desenvolvido e comercializado na Índia, há cerca de três décadas.

Após pequenas modificações no contraceptivo, a empresa realizou testes bem-sucedidos em coelhos durante 12 meses.

Atualmente são feitos experimentos em macacos, mas depois de finalizados, serão iniciados os testes em humanos.

A fundação afirma que, como a produção do contraceptivo não interessa às grandes indústrias farmacêuticas, as pesquisas dependem da doação de apoiadores.

Quase mil pessoas já doaram e mais de 23 mil assinaram uma lista de apoio à pesquisa, de acordo com a instituição

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