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Mulheres à frente do governo

Atualizado em 28/04/15 09:10.

Cresce presença feminina na direção do país e discussão de gênero passa a ganhar voz no ambiente político

Por: Luiz Fernando Carvalho

Palácio do Planalto

O governo brasileiro, que sempre foi um ambiente de predomínio masculino, teve pela primeira vez em sua história uma presidenta a frente de sua gestão. Dilma Rousseff, chefe de Estado brasileira desde 2011, é um símbolo da afirmação feminina na política. Tal consolidação que cresce gradativamente neste meio, como assegura a titular estadual da Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial de Goiás (Semira), Gláucia Maria Teodoro.

Teorodo atesta a importância da participação feminina não só no Parlamento, mas também nos demais espaços de decisão. De acordo com matéria do Portal Brasil, em pesquisa IBGE, a mulher representa aproximadamente 52% da população brasileira e, no entendimento da secretária, a presença das mulheres é decisiva para incorporar suas demandas, necessidades e expectativas nas pautas de decisão política.

A secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Goiás (Seppir), Ana Rita Marcelo de Castro, garante a importância de levar a discussão de gênero para o ambiente político. “A discussão de gênero nesses espaços é altamente importante para desnaturalizar a ausência das mulheres e reafirmar que a superação do machismo e do patriarcado não é uma tarefa somente das mulheres, mas de toda sociedade”, afirma.

Desafios

O Brasil está na posição de número 156 no ranking da representação feminina no Congresso, entre 188 países. De Castro atesta que podemos verificar essa situação, na forma como as mulheres são tratadas na sociedade, sendo desvalorizadas simplesmente por serem mulheres. Além disso, mulheres são constantemente vistas como objeto sexual, bem como vítimas de estupro, violência doméstica e familiar, chegando ao homicídio, ela garante.

O enfrentamento e superação desta realidade no campo da política passam, inicialmente, por estratégias compensatórias representadas pelas leis de cotas de participação das mulheres, não só como candidatas nas campanhas de eleição dos partidos, mas também na ocupação de cargos de direção dos mesmos.

De Castro vê com bastante otimismo a inserção e participação das mulheres, pois a luta é diária. “As mulheres estão mais mobilizadas, participativas e exigindo o que lhes é de direito. Somos ainda um número pequeno participando dos espaços institucionais da política brasileira, mas percebo que estamos a cada dia mais conscientes da necessidade de enfrentarmos os obstáculos que nos excluem.”

Gláucia Teodoro afirma que “não podemos mais conviver com as mulheres sub-representadas no parlamento brasileiro”. Ela cita Michelle Bachelet, presidente do Chile “quando uma mulher entra na política, muda a mulher, mas quando várias mulheres entram na política, muda a política”.

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