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Segundo dados do Ministério da Saúde, região Centro-Oeste e a cidade de Goiânia lideram rankings da dengue

Atualizado em 14/04/15 10:34.

Thainara Pedatella

Mosquito da dengue também transmite chikungya

(Foto: Wikimedia/Muhammad Mahdi Karim)

Não é de se estranhar que depois de tantos avanços medicinais, teríamos uma epidemia por causa de uma doença que precisa apenas da conscientização do povo para ser erradicada? Mas é o nosso cenário atual: número de casos de dengue cresceu 240% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde dessa segunda-feira.

Ainda segundo os números divulgados, a quantidade de mortos pela doença aumentou 29%. O estado de São Paulo já declarou epidemia de dengue, assim como Pernambuco e também a cidade de Goiânia. Vários outros munícipios do Centro-Oeste e do Sudeste estão em alerta devido ao grande aumento de incidência da doença.

Este ano, em Goiânia, já foram registrados quase 29 mil casos de dengue e a situação só complica quando o número de incidência da doença é um dos maiores em todo o Centro-Oeste. Segundo a chefe de divisão de doenças da Secretaria Municipal de Saúde, Laura Branquinho, “quase 30 mil casos em quatro meses e duas mortes neste mesmo período são dados realmente alarmantes. Nos coloca em situação de epidemia.”

O agente de saúde, Wellington Campos passa de casa em casa verificando focos de dengue e aplicando remédio. Ele afirma que às vezes é uma grande dificuldade entrar nas casas, principalmente se forem de pessoas mais idosas. “Às vezes um trabalho que demoraria 15 minutos, precisa ser feito em 40, 45 minutos. Até convencer o idoso de que nós só queremos entrar para ajudar, se vai bastante tempo.”

Wellington também diz que existem várias casas “abandonadas” que eles não podem entrar, pois ainda é propriedade privada de alguém. “Aqueles terrenos cercados ou casas que seriam para alugar, mas ninguém aluga e o proprietário também não se preocupa.” Ele acredita que existem boas ações de conscientização, falta a população aceitar que são alguns gestos simples de combate a dengue.

Providências

A Secretaria Municipal de Saúde adotou a medida de identificar os pacientes de dengue com pulseirinhas brancas para ajudar no tratamento. Ao chegar a qualquer cais da capital, o paciente diagnosticado com dengue recebe uma pulseirinha e deve se manter com ela para ter atendimento específico.

“As pulseirinhas também servem para nosso controle da doença”, afirma Laura Branquinho. Outra medida adotada foi a de direcionar casos menos graves da doença para outros cais, que foram chamados de polos. “Se a pessoa tiver com caso de dengue menos grave ou aguardando confirmação da doença, ela será encaminhada para os Centros de Saúde da Família Ville de France e Balneário Meia Ponte. Essa medida foi tomada afim de desafogar os outros cais da capital.”

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