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Militarismo nas universidades

Atualizado em 14/04/15 09:23.

A polêmica por trás da presença de polícia militar nos campi de universidades

Por: Luiz Fernando Carvalho

Quando se fala em violência dentro dos campi das universidades federais do Brasil, um dos comentários mais citados é o de que “policia militar tem ação impedida dentro do campus”, uma afirmação que não corresponde totalmente com a realidade. De acordo com a própria PM, “por se tratar de vias públicas, não é necessário um mandato oficial para que o nosso trabalho seja feito lá”.

De acordo com o estatuto da UFG, enquanto universidade pública, ela goza de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial e obedece ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, conforme estabelece a Constituição da República Federativa do Brasil.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, “a atuação policial atende a um dos principais atributos que atestam a qualidade da Democracia, que é o primado da lei. Logo, a PM é um instrumento de defesa da democracia e também de garantia da liberdade de expressão”.

A pesquisadora da relação entre a polícia e a universidade, Glaucíria Mota Brasil, coloca que “as relações sempre foram tensas entre a polícia e as universidades brasileiras quer pela história de participação das polícias na repressão dos movimentos populares e sociais, quer pela participação em torturas e assassinatos em opositores da ditadura militar, que muitas vezes eram das Universidades”.

Tradição

A não presença da Polícia Militar nas universidades é uma tradição que existe desde a Idade Média, quando eram apenas alunos que se agrupavam espontaneamente e chamavam professores. Com tempo, essa forma de organização se tornou os modelos de instituições que temos hoje, mas mantendo a ideia inicial de que todos eram iguais.

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