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Além do papel

Atualizado em 14/04/15 09:21.

Wanessa Olímpio

(reprodução: Revista Piauí)

 

O hábito da leitura para algumas pessoas é mais que um passatempo. Elas se envolvem e se identificam com as histórias, e as mesmas passam a fazer parte do cotidiano de suas vidas. Um exemplo é a jornalista Luiza Mylena é fã da série Harry Potter, que narra a infância e a adolescência de um bruxo.

“Eu assistia aos filmes e gostava deles, mas foi depois de ler que realmente gostei da série.” A jornalista acrescentou que a possibilidade da existência de um mundo paralelo a atraiu para série, “além do fato de ter uma escola que parecia ser muito mais legal que a minha”.

E os ensinamentos em latim para ativação de feitiços a encantavam e intrigavam tanto, que ela chegou a pesquisar os significados na internet. Mylena fez o trabalho de conclusão do curso sobre a coletânea de livros.  E também uma tatuagem.

 

(Arquivo pessoal)

 

A jornalista afirmou o melhor da experiência “foi mostrar que produtos desvalorizados na academia, por serem literatura best-seller, uma coisa para as massas, conseguiram encontrar bases teóricas, e construiu uma reflexão sobre o jornalismo tanto na obra quanto no mundo real”.

 

Vivências

“Quando se trata de leitura de modo geral, acho que nasci lendo, assistindo e observando”, afirmou Tuanne Mony, estudante de Arquitetura e Urbanismo.  Um dos primeiros livros que leu foi O menino que aprendeu a ver, da autora Ruth Rocha, que conta a história de um garoto que começa a ser alfabetizado, que a sua mãe lhe deu. “Se existe uma culpada por eu sempre andar com um livro nas mãos, bem essa pessoa é a minha mãe.”

O seu livro favorito é Orgulho e Preconceito, da inglesa Jane Austen, já o li “milhares de vezes e parece que sempre encontro algo novo lá toda vez que eu leio”. Além de ter feito um artigo científico a respeito e ela assistiu todas as adaptações feitas para o cinema e para TV.

Uma série de ficção científica é uma das preferidas de Denise Nascimento, estudante de Jornalismo. Esta série é a do Guia do Mochileiro das Galáxias, do inglês Douglas Adams. Quem lhe indicou o primeiro livro foi o irmão que já estava lendo. “Ele sabia que sempre quis viajar pelo espaço, que quando era pequena adorava olhar para o céu”.

A estudante conta que o que lhe atrai no livro é que ele rompe conceitos estabelecidos e verdades absolutas são desafiadas. “No prefácio tem Einstein dançando funk, foi um choque.” Ela teve reflexões sobre o espaço, antes “via o espaço bonito”, no livro o espaço é pior que a terra, os alienígenas são mais mercenários.

 

Fonte: FIC

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