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Je suis journaliste

Atualizado em 07/04/15 11:41.

Apesar de leis que protegem a liberdade de expressão e imprensa, casos em que jornalistas são punidos por exercerem seus direitos de opinar e informar continuam surgindo.

Por Jéssica Chiareli

Liberdade de imprensa

A liberdade de expressão é um direito fundamental, certo? As pessoas de modo geral, inclui-se aí o jornalista, teoricamente tem o direito de manifestar o que pensam, ao menos na maior parte dos países democráticos.

Mas o que acontece quando essa liberdade incomoda demais? No início do mês um jornalista russo foi vítima de um sequestro relâmpago na província de Daguestão. Viaceslav Starodubtsev foi raptado e agredido.

Mas o mais surpreendente na história são as possíveis motivações do crime. Starodubtsev sofreu o atentado após publicar uma série de denúncias sobre políticos envolvidos em corrupção.

De acordo com a agência Ansa, o jornalista foi raptado por um grupo de homens que usavam capuz e, antes de libertá-lo, afirmaram que Starodubtsev deveria deixar o Daguestão e também ameaçaram a sua família.

Infelizmente, não se trata de um caso isolado. A pouco mais de 2.000 km dali, na Turquia outro jornalista, Yasar Elma, foi condenado a 23 meses de prisão por ter “curtido” uma publicação que criticava o presidente do país, Recep Teyyip Erdogan, no Facebook.

De acordo com o site Aporrea, a ação foi considerada um "insulto a um trabalhador público". "Havia apenas utilizado a ferramenta 'curtir' quando vi um comentário sobre o presidente. Apaguei depois de meia hora, mas o tribunal me condenou", disse o jornalista.

Mas se engana quem pensa que isso é coisa de país estrangeiro. Aqui no Brasil, em Sergipe, o jornalista José Cristian Góes foi condenado a pagar 25.000 reais de indenização pela publicação de um texto fictício intitulado “Eu, ocoronel em mim”.

O texto fala do coronelismo e, além de fictício, foi escrito em primeira pessoa e não cita nomes. A defesa do jornalista pediu a anulação da decisão junto ao STF, que está julgando o caso.

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