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Atrativos na internet produz ciberviciados ou hiperconectados

Atualizado em 07/04/15 10:12.

Morgana Kelly

(Foto: Morgana Kelly)

O especialista em mídia digital, Juarez Cardoso destaca que a internet tem possibilitado novas interações, sejam profissionais, comerciais, ou para entretenimento e seu acesso tem sido facilitado. É possível em qualquer lugar, através de um smartphone por exemplo, conseguir acesso à internet e consequentemente às redes sociais.

Nelas há ilimitada possibilidade de contatos, diversas formas de interação, alteração de perfis ou das características do utilizador, que pode aparentar alguém diferente do que se é na realidade. Para o especialista, os jovens no mundo real não se importam com a interação, mas no mundo virtual a interação é intensa por meio de aplicativos como Facebook, Twitter e Whatsapp.

A estudante e usuária de internet por meio de smartphone Thayze Barreto relata que utiliza a internet o dia todo por meio do celular e acredita que, no mundo virtual, os seres humanos têm mais coragem de ser e falar o que são ou o que pensam.

Ciberviciados

Nesse contexto, visualiza-se uma população de ciberviciados, que são pessoas com dependência do mundo virtual e devido a isso, são introvertidas com dificuldades de comunicação e relacionamento social.

Segundo a psicóloga Silvia Zanolla, qualquer relação estabelecida como causa de dependência é prejudicial ao ser humano, portanto a dependência do computador ou do mundo virtual reverte-se em doença psíquica. Os sintomas de uma compulsão são: crise de abstinência, ansiedade, taquicardia e fortes dores de cabeça.

Segundo a psicóloga, os viciados enfrentam problemas como baixa autoestima, isolamento de relações presenciais, complexos variados e problemas físicos como obesidade, paralisia das mãos e braços e formigamento. O tratamento existe por meio de psicoterapia e está sujeito ao grau da dependência, com acompanhamento psiquiátrico.

Solução

Ela ressalta que não se pode deixar de reconhecer que o problema não é apenas cultural ou psíquico. Ele reflete também as condições materiais de vida na modernidade, relações de trabalho precárias e a organização social deteriorada pelas desiguais relações produtivas.

A psicóloga ainda afirma que é necessária uma busca por solução que pode existir mediante um grande investimento em uma formação de mentalidade mais humana. Investimento que exige uma tomada de consciência referente ao papel dos valores políticos, educacionais e culturais.

(Fonte: FIC)

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