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Condenados à morte na Indonésia, australianos mais uma vez vão recorrer contra a decisão jurídica.

Atualizado em 07/04/15 09:49.


Apesar do governo não mudar suas ações perante aos acusados, governo da Austrália tenta adiar o fuzilamento.

 

Por Willian Rommel

07/04/2015

australianos fuzilamento

Fonte: dw.de

 

Desde o início do ano a Indonésia vem se destacando no cenário mundial, devido as suas ações tomadas contra os traficantes de drogas ilícitas, onde a punição resulta em fuzilamento do mesmo. Esse tipo de crime é inafiançável e todos os turistas que vão ao país são avisados com antecedência. 


No início do ano o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira foi fuzilado em 18 de janeiro desse ano, onde devido ao tráfico de drogas foi condenado à morte em 2003, gerando grandes choques entre o Brasil e a Indonésia. Choques esses, que fizeram com que a presidenta Dilma Rousseff não aceitasse as credencias do novo embaixador indonésio no Brasil, apesar de  tudo isso o país asiático mantém boas relações com o Itamaraty.


Agora o país pretende executar mais 11 acusados dentre elas dois australianos, Andrew Chan e Myuran Sukumaran. O advogado, Leonard Arpan, dos condenados demonstrou pessimismo quanto a situação, porém ainda pretende recorrer: "Vamos continuar nossos esforços legais, os recursos primários foram rejeitados a situação é difícil, mas temos que tentar até a ultima instancia, já que o país deu essa oportunidade.”

Segundo o presidente do tribunal indonésio, Ujang Abdullah,  esse pedido torna-se quase impossível: “ Os recursos foram rejeitados. A corte considerou que a medida é uma prerrogativa exclusivamente presidencial, o que torna a situação irreversível.” Além dos australianos os condenados contam com cidadãos da França, Filipinas, Nigéria, Gana e Brasil.

Mais um brasileiro

Rodrigo Gularte de 42 anos de idade, no qual sua família alega que ele sofre de transtornos mentais, é o mais novo brasileiro na lista de fuzilamento. A expectativa da família é de que assim como os australianos, Rodrigo consiga mais tempo para provar que tem problemas de saúde e assim conseguia sua liberação, ainda que difícil.


As autoridades do país só vão executar os onze condenados depois que todos os recursos forem esgotados e as possibilidades forem terminadas. A Promotoria mantém o objetivo de executar os 11 condenados à morte ao mesmo tempo. A Austrália, próxima da Indonésia e um aliado importante em viários quesitos como comércio, transações de alimentos, transportes e outros iniciou uma campanha diplomática há vários meses para impedir a execução de seus cidadãos, mas momentaneamente foram em vão.


França e Brasil também intensificaram a pressão diplomática sobre o governo da Indonésia, em uma resposta negativa aos fuzilamentos dos seus habitantes. Casos de fuzilamentos ou outro tipo de morte induzida, são condenados pelas  nações unidas. Um bom exemplo ocorreu na Arábia Saudita onde este tipo de pena foi derrubada pela ONU.

 

Fonte: FIC

 

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