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Vai de copinho

Atualizado em 07/04/15 08:58.

Coletores menstruais são uma alternativa para as mulheres

Ana Maria Antunes

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(Reprodução: Google imagens)

Ele cabe na palma da mão e tem o tamanho de um vidrinho de esmalte. Mas, hoje o assunto não é beleza: é saúde. O coletor menstrual virou febre esse ano, mas há registros de que ele já existe desde o século XIX. O dispositivo é um copinho de silicone hipoalérgico colocado no canal vaginal para coletar o fluxo menstrual.

O coletor é inserido na vagina com uma dobra e ao ser posicionado corretamente ele abre e cria vácuo, o que impede que ele saia do seu lugar. Mesmo assim alguns cuidados são semelhantes ao do famoso absorvente interno: no prazo de oito horas, o recipiente deve ser esvaziado e limpo. Depois disso ele já está pronto pra outra.

dobra coletor

Exemplo de dobra (Reprodução: Diário de biologia)

 

E a melhor parte da história: ele pode durar até dez anos. Isso representa não só uma economia mensal na compra de absorventes de algodão, mas também uma vantagem ambiental, já que não haverá um descarte periódico desse tipo de lixo.

No facebook um grupo de mulheres se reúne para trocar experiências, dicas e pedir informações. A organizadora e educadora física Marcela Villalva Braga compartilha algumas vantagens dos copinhos de silicone, entre elas, a manutenção da umidade natural do corpo e a prevenção de síndrome de choque tóxico causado por alguns absorventes tradicionais.

 

Sangue pra quê?

 

A maior parte das mulheres apenas despeja o sangue no ralo ao limpar seu coletor, mas alguns grupos feministas tem feito uma experiência de reaproveitamento. O sangue humano contém três macronutrientes que são principais em adubos: nitrogênio, fósforo e potássio. A receita divulgada nas redes é clara: nove partes de água para uma de menstruação e temos um perfeito fertilizante natural.

 

Fonte:FIC

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