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Trabalhar e ser mãe é mais que conciliação

Atualizado em 31/03/15 10:35.

Elisama Ximenes

 

As greves municipais, estaduais e federais frequentes denunciam que ser professor no Brasil hoje em dia não é fácil. Ser professora, entretanto, consegue ser mais difícil. No caso da professora de português, Jaluzi Prado, o ofício é ainda mais desafiador, já que além de professora e mulher, ela é mãe.

A Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, garante os direitos das mães trabalhadoras a partir dos artigos 391 e 400. Entretanto, além da luta diária para conciliar trabalho e filhos, elas têm de enfrentar o preconceito e, até mesmo, a falta de compreensão quanto às suas necessidades específicas.

A mãe da Helena, Jaluzi, conta que passou a se autocobrar na tentativa de provar que sua maternidade não atrapalha no desempenho enquanto professora. “Depois dos filhos a mulher muda um pouco. Não que seja menos responsável,  mas a preocupação com  os filhos é bastante presente” explica. Por vezes essa preocupação é vista pelos outros, sejam colegas de trabalho, seja chefe, como um empecilho.

A professora de português está no mercado de trabalho há 5 anos e confessa que as coisas para as mulheres melhoraram das últimas décadas para cá. Porém, ainda assim, já teve colega de trabalho que também é mãe que teve que escutar frases como “nossa seu filho está doente de novo?!”.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), mais de 28 milhões de mulheres que trabalham no país, hoje, são mães. Ou seja, mais de 50% das mães do Brasil são trabalhadoras. E, além de lidar com os baixos salários, lidam também com a falta de empatia dos companheiros de trabalho.

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