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Nada de bananas contra o racismo

Atualizado em 31/03/15 09:18.

Morgana Kelly

(Foto: Valdemy Teixeira)

De acordo com o professor de Antropologia da UFG, Waldemir Rosa, o racismo constrói hierarquias sociais baseados em crenças de que as diferenças da cor da pele se remetem necessariamente das capacidades diferenciadas observadas no plano das capacidades físicas e cognitivas.

E como extensão do racismo já existente na sociedade, há também o racismo no futebol e para o professor Rosa, não se pode compreendê-lo isoladamente. “O racismo opera na produção da exclusão econômica e políticas de negros no Brasil e se faz presente em outras dimensões da vida social,” afirma.

Segundo o presidente da Comissão de Direitos Desportivos da OAB, Adalberto Grecco, são vários os registros sobre o racismo no futebol brasileiro ao longo de quase cem anos e deve-se pensar que quando o futebol surgiu no Brasil a sociedade olhava com depreciação, porque o futebol era destinado aos negros, marginais e pobres.

Exemplos  

O presidente exemplifica que jogadores como Neymar,  Daniel Alves, Antônio Carlos, Grafite, Roberto Carlos,  Danilo,  Máxi Lopez, Obina são alguns dos jogadores que já sofreram todo tipo de ofensas dentro do gramado, desde objeto atirados em campo e até ruídos imitando animais. 

Segundo o presidente da Comissão de Direitos Desportivos da OAB, Adalberto Grecco, os atos de racismo estão presentes em todas as classes sociais e em todos os países e somente irá acabar, quando a nossa sociedade parar de ter preconceito, e para ele isso esta muito longe de acontecer.

O professor de Antropologia ressalta que, no Brasil, apesar de termos uma da diminuição da discriminação, principalmente com relação às manifestações individualizadas, o Estado ainda tem assumido uma postura de combate com a implementação de políticas públicas que visam corrigir distorções históricas.  

Outros

Fábio Luís Santos Teixeira afirma em seu artigo científico “Preconceito no futebol feminino brasileiro: uma revisão sistemática, que no âmbito das práticas corporais”, que é possível apontar para a inserção cada vez maior da mulher na dimensão do esporte.

Segundo o site do Ministério do Esporte, desde fevereiro de 2012, criou-se um grupo de trabalho para discutir soluções e buscar melhorias para o futebol feminino, uma forma de busca de estrutura e nivelamento do esporte entre os gêneros.

(Fonte: FIC)           

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