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greve fasubra

Greve chega a 56 instituições federais pelo Brasil

Na última semana, técnicos-administrativos deflagram greve e, dessa forma, muitas universidades convivem com paralisação simultânea de servidores e docentes.

Por Vitor Alves Monteiro

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Técnicos-administrativos da UNB (Universidade de Brasília) realizaram manifestação na última segunda-feira (dia 01 de junho).

(Foto: Divulgação/Fasubra)

Na última quinta-feira, dia 28 de maio, teve início a greve de servidores técnico-administrativos de 55 universidades federais. A decisão de deflagrar a greve nacional foi tomada na Plenária da Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil), realizada nos dias 23 e 24 de maio, em Brasília.

Além da paralisação dos servidores, em muitas instituições ocorrem também greve dos professores. Até o momento, 19 universidades passam por período de greve simultânea de docentes e de trabalhadores técnico-administrativos, e em 36, apenas os técnicos estão com atividades paralisadas. No Instituto Federal do Piauí, apenas os professores aderiram à paralisação.

A greve segue por tempo indeterminado. O técnico Danilo Braz, que trabalha na Rádio Universitária, cita alguns pontos reivindicados pelos servidores. “Desejamos a reposição salarial de 27,3% no piso da tabela, considerando as perdas de janeiro de 2011 a julho de 2016; aprimoramento da carreira, com correção das distorções; piso de três salários-mínimos; e o fim da terceirização, que, retira direito dos trabalhadores”.

Já as reivindicações dos professores foram explicas por Maria Eloisa Cardoso, professora da Universidade Federal da Bahia. “Desejamos ter melhores condições de trabalho, garantia de financiamento público estável e suficiente às instituições, abertura de concursos públicos e a reestruturação da carreira”.

O movimento ganhou força após o anúncio dos cortes no Orçamento. A área de educação foi uma das mais penalizadas, com o contingenciamento de R$ 9,423 bilhões.

Negociação

Por meio de nota, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão afirma que uma contraproposta está sendo construída e será apresentada ao longo do mês de junho. Além disso, a pasta garante ainda que sua Secretaria de Relações de Trabalho no Serviço Público conversa com "o conjunto do funcionalismo federal", e acrescenta que durante o mês de maio, "todas as entidades representativas foram recebidas e apresentaram suas pautas".

O MEC (Ministério da Educação) também divulgou notaem que garante estar aberta ao diálogo com os grevistas.

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