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Mães Canguru em Goiânia

Novo método de tratamento às mães e bebês prematuros e abaixo do peso é implantado nos hospitais de Goiânia.

Por Vinicius de Morais

Buscando humanizar a chegada dos bebês no mundo, e estreitar ainda mais a relação mãe-bebê, foi desenvolvido o Método Mãe Canguru (MMC). Em 1978, no Instituto Materno-Infantil de Bogotá (Colômbia), o Dr. Edgar Rey Sanabria, começou a colocar os bebês pré-maturos e abaixo do peso entre os seios maternos, os mantendo aquecidos pelo calor da mãe e saindo mais cedo da incubadora. As vantagens desse método vão desde a diminuição da superlotação nas UTIs até o favorecimento da formação de vínculos afetivos e melhor desenvolvimento do bebê.

Anualmente, nascem cerca de 20 milhões de crianças com menos de 2.500 gramas em todo o mundo, e um terço delas morre antes de completar um ano de vida. O Método Mãe Canguru é uma solução simples e barata que auxilia de forma eficaz o combate desse números, segundo a Organização Mundial da Saúde.

O novo método vem sendo estudado e instituído em vários países, incentivado pela OMS. No Brasil, o MMC já é uma política pública, e está incorporado às ações do Pacto de Redução da Mortalidade Materna e Neonatal. O pacto segue a Norma de Atenção Humanizado ao Recém-nascido de Baixo Peso – Método Canguru, instituída na Portaria GM,MS nº 1.683 de 12 de julho de 2007.

Goiânia

No Hospital e Maternidade Dona Iris, o HMDI, o Método Mãe Canguru está sendo estudado e implantado. Bárbara Franco, responsável técnica da UTI Neonatal do HMDI, disse que quer estender o método para além dos prematuros e utilizá-lo em todos os nascimentos, tendo em vista que com esse tratamento, segundo ela “o bebê vive a passagem do ambiente intra-uterino para o extra-uterino de forma mais tranquila”.

Para a pscicanalista do HMDI, Luciene Godoy, que pesquisa a relação entre mãe e bebê, com o Método Mãe Canguru, “as mães que vierem à maternidade, serão preparadas para sair com o bebê no coração, e não nos braços”. 

Fonte : FIC

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