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Uso de imagens em redes sociais

Sim, sou contra o uso e compartilhamento de imagens que não favoreçam os personagens envolvidos

Por Eufrásia Songa

O compartilhamento e uso de imagens em redes sociais é notável no dia a dia de vários usuários do facebook e outras redes. Fotografias de pessoas envolvidas em eventos noticiosos, geralmente em circunstâncias trágicas, sempre foram procuradas pelas mídias e pelos usuários de redes sociais. Essas imagens mostram, em sua maioria, algo de algumas pessoas centrais para a história do mundo e permitem à audiência que se identifique com elas.

O julgamento sobre compartilhar ou não essas imagens divide opiniões. Alguns são a favor e outros, contra. Sou contra este tipo de prática, isto porque a maioria das pessoas que se “compadecem” em compartilhar, curtir ou comentar é movida pela emoção. Na sua maioria não entendem aquilo que compartilham. Sem falar que muito do que as pessoas compartilham acaba sendo inócuo e desinteressante para qualquer outra pessoa, que não sejam amigos ou parentes.

Ainda existe o mito de que o personagem será beneficiado com cada compartilhamento que é feito ou com o tanto de curtições que a foto recebe, o que não passa de egoísmo e falta de caráter. Além disso, esses “compartilhadores” esquecem que as fotos que, na maioria das vezes, são postadas sem o consentimento da pessoa e que são prejudiciais para o personagem.

Deve-se, portanto, considerar que existem alguns direitos e deveres de uso de imagens nas redes sociais e que elas são tidas pela Lei (brasileira) como “direito de personalidade autônomo”, por se tratar de uma “projeção da personalidade física do indivíduo”. Imagens de pobreza, miséria e outras “imagens do mal” atingem a honra, o prestígio e a respeitabilidade da pessoa, além de causarem um dano potencial capaz de gerar “consequências projetadas pela exposição” do indivíduo.

 

 

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