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50 anos de FARC, eleições e possível paz na Colômbia

Guerrilha armada mais antiga em atividade na América Latina dá brechas para interpretações de trégua. 

Por Vinicius de Morais

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) completaram nessa terça-feira (27), 50 anos de existência. O aniversário dessas cinco décadas de luta é atípico porque a guerrilha está em acordo de cessar fogo com o Exército de Libertação Nacional (ELN), por ocasião das eleições presidenciais da Colômbia, o que nunca tinha ocorrido de forma plena anteriormente.

As Farc tiveram início em Marquetalia, em 1964, quando um grupo de liberais armados tentou impedir a eliminação de uma comunidade autônoma de camponeses que existia no lugar por parte do Exército. Hoje, a organização tem várias outras frentes de luta, mas o inimigo ainda é o mesmo.

O comandante do grupo, Rodrigo Londono Echeverri, o Timoshenko, comemorou a data declarando que as “Farc completam nesta terça-feira 50 anos de luta incorruptível e faremos o que for necessário se a oligarquia insistir de novo em impedir a paz”, em vídeo.

 Paz

O chefe da equipe de negociação de paz e número dois das Farc, Iván Marquez, declarou no documento “Considerações gerais de um processo constituinte aberto para a transição rumo à Nova Colômbia”, que a prioridade da guerrilha agora é que “a paz seja assumida como uma política de Estado”.

Interpretando o cessar fogo conjunto e as recentes declarações, Fabrizio Hochschild, coordenador do Escritório das Nações Unidas na Colômbia, em entrevista para a Agência Efe, diz que os atuais acontecimentos são “um sinal do fim do conflito armado e uma esperança de futuro”.  

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