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Programa “Ciência sem Fronteiras” anuncia novas vagas

Só em maio, mais de 6.000 vagas foram anunciadas

Por Carmem Curti

csfReprodução: Google Images

A batalha de muitos jovens é conseguir, ao fim do ensino médio, conseguir uma vaga em uma das mais de 60 universidades federais do país. Conhecidas pelo ensino de qualidade, que na maioria das vezes ganha das instituições particulares, as universidades não oferecem aos alunos apenas boa educação e o conforto de aprender uma nova profissão gratuitamente: o governo federal oferece dezenas de programas para uma experiência acadêmica completa.

Uma das oportunidades oferecidas aos alunos é o Ciência sem Fronteiras, que financia graduação sanduíche com universidades de prestígio em todo o mundo. Devido ao crescimento da participação do Brasil no cenário político nos últimos anos, muitas vagas estratégicas estão sendo disponibilizadas, e, só nesse mês, o governo anunciou 6.052 vagas para pesquisadores de TI e áreas afins.

Os estudantes serão mandados para instituições em países como Reino Unido, Finlândia, Canadá e Coreia do Sul, entre outros. A iniciativa do governo federal conta com a ajuda de empresas financiadoras, como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Petrobras.

Experiência lá fora

A estudante de Publicidade e Propaganda da Universidade Federal de Goiás, Paula Thais dos Santos, foi alocada para a Inglaterra através do CSF. Estudou na Edge Hill University, na cidade de Ormskirk, e conseguiu participar do programa sem maiores dificuldades – mesmo que o foco não sejam os alunos de ciências sociais aplicadas, mas sim os de ciências exatas. “Foi questão de prestar atenção aos prazos do edital e conversar (bastante) com outras pessoas que estavam no processo e/ou já tinham conseguido. Grupos de facebook ajudaram 99%”, instrui Paula.

Perguntada sobre o modelo educacional do país e se sua experiência foi positiva, Paula é categórica. “A experiência valeu muito porque vi que a grande diferença entre o ensino de lá e o daqui é o modo como culturalmente o encaramos. Lá o pessoal leva muito mais à sério e quem está na faculdade, é realmente porque quis estar ali. Sem pressão social ou familiar”, conta, ressaltando que agora dá muito mais valor as oportunidades que aparecem. Das dificuldades, Paula só reclama da burocracia do Brasil e diz que “tudo aqui é muito difícil, mas não porque é difícil, e sim porque é burocrático”.

Fonte : FIC

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