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Do mundo da fantasia para realidade

Admiradores do movimento utilizam o cosplay para fortalecer a confiança e perde timidez

Por Kamila Monteiro 

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Com roupas coloridas, perucas e acessórios de todos os tipos e tamanhos, pessoas de diferentes idades procuram em determinados eventos, um mundo em que o sonho de se transformar no seu personagem favorito seja realizado. Esse ato de se fantasiar é conhecido como cosplay, que significa a junção das palavras traduzida do inglês costume, roupa e play, brincar. Existem diversos lugares especializados em criar e vender cosplay. É o caso do site Nippon

Algumas pessoas consideram como cosplay apenas as fantasias relacionadas ao Japão, entretanto a prática também engloba personagens do vasto universo do entretenimento como filmes, séries de TV, livros e animações de outros países. Uma das principais características do movimento é o fato do praticante, além de criar e muitas vezes confeccionar seus trajes, também interpreta o personagem caracterizado, reproduzindo os traços como postura, falas e poses típicas. Muitos dos jogadores do movimento afirmam que o cosplay fez com que a timidez e o medo de se apresentar em público ou para o público, acabasse. Confira a seguir o link retirado do Youtube sobre uma competição de cosplay realizada no ano de 2013 em Goiânia. 

Veramar Martins, 27, que é formada em Artes Visuais pela UFG, participa de eventos fantasiada desde 2005. Segundo ela, o teor de desprendimento das regras e da possibilidade de ser aquilo que sempre desejou, permitiu mudar, de forma construtiva, o seu relacionamento com o outro. “É importante dizer que o cosplay trabalhou com essa parte da minha identidade, não de forma a anulá-la, mais sim completa-la”, afirma. 

Há um equívoco da parte de algumas pessoas em achar que o movimento anula ou prejudica a construção da personalidade ou identidade. Entretanto, o ato de vestir e interpretar um personagem pode abrir muitas possibilidades que ajudam no desenvolvimento de habilidades como desenvoltura social e interação com o outro.

Para muitos, o movimento pode parecer um tanto excêntrico, porem basta conhecer esse universo um pouco mais a fundo para perceber que aqueles que a praticam revelam ser pessoas comuns, que tem um dia a dia como qualquer outro. O que os diferencia é a capacidade de trazer para a realidade momentos e figuras do mundo da fantasia e ficção que causam tanto fascínio entre o público do movimento. Longe de serem reclusos e isolados, os cosplayers, como são conhecidos os participantes e jogadores dessa atividade, mostram-se altamente sociáveis.

O hobby de cosplay costuma ser praticado em eventos que reúnem fãs desse universo, como convenções de anime e games. Half Hudson, 29, trabalha como executor de contas do grupo Rio Quente, de Caldas Novas, entretanto o executor também é um dos organizadores do projeto AnimeHara.GO, que realiza diversos eventos relacionados a cultura japonesa e ao cosplay em Goiânia. No Facebook do projeto existem diversas informações sobre o movimento e próximos eventos.  

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