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Projeto da Incubadora Social da UFG auxilia catadores de lixo

 Projeto Cata Sol leva dignidade a quem vive de reciclagem 

 Por Sthéfany Alves

Em outubro de 2012 a Incubadora Social da UFG – vinculada à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) – aprovou um projeto pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), intitulado Catadores Solidários – Cata Sol. O projeto, que já completou um ano, surgiu como alternativa para melhorar as condições de vida de catadores de materiais recicláveis de Goiânia e de municípios goianos próximos através de empreendimentos de economia solidária.

Muitos trabalhadores encontraram na reciclagem do lixo uma forma de obtenção de renda, e o modelo de autogestão proposto e implantado pelo Cata Sol tem gerado frutos positivos dentro das cooperativas. Catadora na Cooper Rama (Cooperativa Reciclamos e Amamos o Meio Ambiente), Maria do Socorro Alves Gomes acredita nos resultados do projeto. “É um projeto que dá muito conhecimento para a gente, orientação, trabalho, como a gente tem que organizar as coisas”, afirma.

A atual presidente da Cooper MAS (Cooperativa dos Catadores de Material Reciclável Meio Ambiente Saudável), Maria de Lourdes Moreira Soares, ratifica a importância da Incubadora Social dentro da cooperativa. Segundo ela, a Incubadora auxilia os catadores, que são geralmente pessoas humildes, a terem uma visão melhor. Soares diz ainda que a Cooper Mas aprendeu muito com o Projeto Cata Sol e com o coordenador da Incubadora, o professor Fernando Bartholo. “A gente aprendeu muito com ele, nas reuniões, ele explicando como que era, como que funcionava”, relata.

Dificuldades

Apesar de gerar um emprego rentável para pessoas excluídas do mercado formal de trabalho, a maioria das cooperativas já passou ou passa por várias dificuldades. Maria Ilda Oliveira de Carvalho, que trabalha na Cooper Rama há cinco anos, diz que já quis desistir porque estava ganhando pouco, mas que, atualmente, tem visto melhoras e um aumento na produção. “O dinheiro daqui dá para ajudar muito, dá para tirar mais um salário”, conta.

Carvalho alega ainda que tem problemas com alguns homens da cooperativa, mas que sua maior preocupação é não poder fazer compromisso com dinheiro, já que o lucro depende da quantidade de produção. Maria do Socorro reclama que o espaço para trabalhar é pequeno, o que atrapalha a descarregar todo o material. Já Soares acredita que a maior dificuldade é o relacionamento com o outro, por causa da divergência de opiniões.

Mesmo com tantos obstáculos, o que não falta entre os cooperados é motivo para orgulho. Maria Ilda e Maria do Socorro concordam que o serviço na cooperativa trouxe benefícios para suas vidas, e ensinou suas famílias a dimensão do processo de reciclagem. Já Maria de Lourdes acredita que está fazendo um bem para a humanidade, mesmo que ainda haja muita discriminação em relação aos catadores. “Depois que você começa a trabalhar que você vê a importância, o bem que você faz para a sociedade e para o meio ambiente, a gente tem orgulho do que faz. E muito orgulho”, confirma.

A Incubadora Social procura desenvolver atividades para solucionar esses problemas encontrados nas redes de cooperação. Para cumprir tal objetivo, o Projeto Cata Sol presta assessoria e monitoramento para todas as cooperativas de reciclagem, promovendo reuniões e trabalhando em prol da organização e comunicação entre os cooperados.

 

Fonte : FIC

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