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O que você vai ser quando crescer?

Indecisão e facilidade de mudar de ideia são os maiores motivos de desistências nos cursos superiores.

Por Wanderson André 

 

A escolha profissional não é uma tarefa fácil, o jovem se depara com os diversos discursos. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de estudantes que abandonam a graduação chega aos 35%. Estes dados refletem pessoas que não conseguiram conciliar estudo com o trabalho, ou ainda por verificar problemas de afinidade com a profissão que escolheram a princípio.

Isaltina Nascente, psicóloga que trabalha com orientação vocacional, diz que “a procura por ajuda na hora de decidir qual carreira seguir é pequena. A maioria faz esta escolha sozinho”. Os poucos jovens que a procuram apresentam características peculiares: se mostram inseguros, angustiados e com receio de fazer a escolha errada. A psicóloga crítica escolas de ensino médio. “Faltam a elas maior atenção com os estudantes na hora de escolher a profissão”, comenta.

Quando a escolha é mal feita, Isaltina Nascente aconselha os jovens em sua segunda decisão a não cometer os mesmo erros. O ideal é buscar o máximo de informações possíveis, a psicóloga ressalta que “a mudança de curso é um ato de extrema autenticidade. É um gesto de honestidade consigo mesmo, de reconhecer o erro”.

A estudante de jornalismo, Nicole Reis, cursava psicologia na Universidade Federal de Goiás (UFG), depois de um ano e meio percebeu que não era mais o que ela queria, decidiu então, mudar de curso. Ela afirma que “o conteúdo que a grade de psicologia oferecia era somente sobre Freud, psicanálise do início ao o fim”. Por conta disso ela se sentia muito limitada, presa ao conteúdo, queria algo mais amplo. A estudante acabou encontrando o que procurava no Jornalismo. A grade do curso apresentou a ela uma variedade maior do que a graduação que escolheu a princípio.

 Insegurança

Até o momento em seu novo curso, Nicole está insegura em relação ao mercado de trabalho, mas mesmo assim, acredita ter feito à escolha certa. Quando terminar sua graduação em comunicação social, habilitação para jornalismo, a universitária pretende estudar letras ou ciências sociais.  Denise Pires faz o segundo período de Jornalismo e já pretende mudar de curso. Ela disse que “a graduação é boa, mas não é pra ela”. A universitária não sabe ao certo qual carreira seguir.

Para os estudantes da UFG que desejam mudar de curso, de acordo com as normas da Prograd (Pró – Reitoria de Graduação), é necessário submeter ao processo seletivo. Os pré-requisitos é estar regularmente vinculado ao segundo semestre letivo de 2013, ter concluído no mínimo um período e ter sido aprovado em pelo menos uma disciplina. A mudança de graduação pode implicar em mudança de campus, de licenciatura para bacharelado ou de bacharelado para licenciatura. A alteração do curso só é permitida uma vez.

Rosineide Alves é a responsável pela coordenação de matricula do vestibular. No núcleo também faz o levantamento de vagas disponíveis para alunos que já estudam na Universidade e desejam mudar de curso. Rosineide disse que “o edital para transferência de graduação é aberto todo ano no primeiro semestre, o aluno não precisa fazer prova, o estudante só pode mudar de curso dentro do mesmo grupo do vestibular. O processo é regido pela resolução 1160 de 2012”. No segundo semestre de cada ano, é aberto outro edital. Este é para os estudantes da UFG e demais instituições. Eles podem se vincular a Universidade por transferência ou como portador de diploma, é necessário que os alunos façam uma prova, explica Rosineide.   

Fonte : FIC

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