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Imprensa em pauta

Fórum discute liberdade de imprensa e violência contra a mídia

 

Por Vinícius Marques

 

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Painel discutiu censura prévia em ano de eleições. (Foto: Divulgação Portal Imprensa)

O 6º Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia foi realizado em Brasília no início deste mês, o evento foi organizado pela Revista Imprensa e reuniu jornalistas e autoridades para falar sobre o exercício da profissão. A conferência de abertura contou com a participação do ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto que falou sobre a “Liberdade de imprensa em ano eleitoral e os limites para o jornalismo.”  

"Chegou o momento da ideia da liberdade de imprensa em sua plenitude. Não existe liberdade de imprensa pela metade" disse o ministro. Um levantamento anual da Organização Repórteres Sem Fronteiras publicado em dezembro do ano passado aponta para a situação grave da liberdade de imprensa no Brasil. Em um período de eleições esse fato é ainda mais recorrente por ser considerado limitador para garantia da liberdade de comunicação.

Para Carlos Ayres Britto a liberdade de imprensa de autoexplica. “O artigo 5 da Constituição fala de inviabilidade dos direitos à vida, e que a vida só é inviolável em condições de liberdade, igualdade e segurança. A liberdade vem em primeiro lugar e é referida na Constituição como liberdade de informação jornalística”, destacou.

Foram realizados painéis sobre a cobertura política e a censura prévia nas eleições e a difícil tarefa de conciliar a liberdade de imprensa e os interesses partidários. O primeiro teve a participação da repórter do Jornal Nacional, Cristina Serra, Denise Ruthenburg do Correio Braziliense, Milton Blay correspondente da Rádio Bandeirantes e da Bandnews FM em Paris, Ricardo Gandour do Grupo Estado e a colunista da Folha de São Paulo Eliane Cantanhêde.

O fórum marcou também lançamento um relatório sobre a liberdade de imprensa no Brasil feito pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). O material vai servir de base para um futuro guia ou manual de segurança para jornalistas em coberturas de manifestações e protestos no Brasil. Ele inclui capítulos sobre a violência e a impunidade, trazendo crimes contra jornalistas que ficaram impunes como o caso do jornalista Valério Luiz, assassinado em Goiânia.

O relatório fala ainda sobre o marco civil e a legislação sobre internet, a censura judicial e as obstruções para a cobertura de protestos. Além de recomendações para o governo brasileiro sobre a forma de abordar essas questões. Os membros do CPJ também se reuniram com a presidente Dilma Rousseff.

Outro relatório inédito foi apresentado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a Abraji mostra os casos de violações contra profissionais de imprensa desde os protestos do ano passado. A organização ouviu jornalistas agredidos, presos ou hostilizados nas ruas e produziu um guia prático com algumas informações sobre o que acontece nas manifestações e como os jornalistas devem se proteger.

Familiares de jornalistas vítimas em exercício da profissão também Participaram do debate. Ivo Herzog, diretor do Instituto Vladimir Herzog e filho do jornalista assassinado em 1975; Tânia Lopes Muri, irmã do jornalista Tim Lopes, assassinado em 2002; Vanessa Andrade, jornalista e filha do cinegrafista Santiago Andrade, morto em fevereiro de 2014 e Valério Luiz Filho, filho do comentarista esportivo Valério Luiz.

 

Fonte : FIC

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