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O legado de 2008

Autor estadunidense afirma que a crise econômica de 2008 ainda não acabou, e caminha para algo muito maior

Por Miqueias Coelho

Que a crise econômica de 2008 afetou grande parte do mundo, não é novidade. Bancos, empresas, e países inteiros cegaram a declarar falência em decorrência dos problemas monetários. Mas ao que tudo indica, a crise está longe de acabar.

Ao menos é o que declara o escritor estadunidense Thom Hartmann, autor do livro “The Crash of 2016: The Plot to Destroy America—and What We Can Do to Stop It.” (“A Quebra de 2016: O roteiro para Destruir a América – e o que Podemos Fazer para Pará-lo”, em tradução livre), defende que a crise de 2008 ainda não acabou, e pior, uma grande quebra ainda está por vir, e pode acontecer em 2016, se não houver mudança na acumulação de capital.

O economista Igor Lima é um dos leitores do livro de Hartmann e explica que é possível que isso aconteça. Segundo ele, as afirmações de Hartmann fazem sentido, mas ainda dá tempo para evitar algo maior. “O capitalismo em geral gosta muito do capital especulativo, que como o próprio nome diz, é apenas especulação. Hartmann afirma no livro que já passa de 1 quadrilhão de dólares, maior que o PIB mundial, ou seja, por si só já explica que alguma hora, isso tem que aparecer, mas como não vai, a crise vai piorar”, afirma.

Crescimento em desordem

O ligeiro crescimento que o PIB mundial vem apresentando dá uma certa esperança de fim da crise. “Muitas vezes, pode não ser tão simples assim”, afirma Igor Lima, que ainda explica que pode estar sendo criada uma falsa ilusão de situação sob controle. “Não tem como falar em crescimento certeiro, quanto mais quando uma crise aconteceu tão recentemente”, conclui o economista.

Por isso, pode ser que o crescimento volte a diminuir, e até mesmo a ser negativo. "Uma hora essa especulação vai ter que fazer sentido, e as consequências disso virão, e, como diz Hartmann no livro dele, isso pode ser catastrófico", explica Lima.

No Brasil

Durante a crise de 2008, o governo brasileiro adotou uma série de medidas para amenizar seus efeitos por aqui, principalmente depois dos trimestres nos quais o PIB nacional também caiu. O Tribunal de Contas da União divulgou uma texto no qual explica as ações do governo durante o período.

O empresário Sérgio de Souza viveu esse período e teme que ele volte. “Apesar de não ter atingido tanto o Brasil quanto o resto do mundo, eu fiquei com medo de as consequências serem maiores”, ele afirma, “seria horrível saber que ainda tem a chance clara de a crise voltar e muito pior”, completa Souza. A assistente administrativa Vanessa Pereira também ficou receosa na época. “É só você entender um pouquinho mais para saber do perigo de acabar perdendo o emprego. A sorte é que eu não fui demitida, mas conheço gente que mora fora que foi”, ela diz.

Igor Lima, porém, lembra que, apesar de tudo, deve-se ter calma e analisar os dados, para encontrar as soluções. “Mas é difícil lidar com quem está acumulando, e que com certeza não tem a menor vontade de pagar imposto, ou simplesmente pensar que ainda há uma crise”.

Fonte : FIC

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