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Interesses cada vez mais diversos estimulam estudantes ao aprendizado de idiomas estrangeiros

Comunicando línguas

Interesses cada vez mais diversos estimulam estudantes ao aprendizado de idiomas estrangeiros

Por Nayara Urzêda 

Muitos estudantes brasileiros apresentam dificuldade no aprendizado de línguas estrangeiras. No entanto, a crescente procura por formação em outro idioma aponta que isso não se constitui em grande empecilho.  

Segundo Maria Severiana de Almeida, graduada em Letras e professora de Inglês, há atualmente facilidade de acesso a outras línguas através da internet, filmes e músicas, o que justificaria maior demanda pelo novo conhecimento. “Quando as pessoas têm acesso e veem que podem aprimorar o seu próprio inglês, começam a procurar os cursos”, afirma a professora.  

Pessoas de diferentes faixas etárias se dispõem a esse aprendizado, como também estímulos diversos se relacionam para que procurem cursos de línguas estrangeiras, seja por melhorias profissionais, pessoais ou porque irão viajar. É facilmente percebida a ampliação desse público.  

A estudante de Comunicação Social, Jéssica Adriani, se preparou desde cedo para o projeto que integra atualmente, “sempre quis fazer intercâmbio, então com 12 anos procurei aprender outras línguas”. A jovem estudou Inglês e Espanhol, durante três anos, e agora participa de intercâmbio na Espanha. 

 

Mercado de trabalho

Já o estudante José Inácio Ferreira argumenta que sua motivação para ingressar no curso foi a ampliação das possibilidades de trabalho. Pós-graduado em Gestão e Qualidade do Software, José percebeu a necessidade da língua inglesa para atuar na área de Tecnologia da Informação.  

O interesse pelo aprendizado de uma língua, que não a materna, não se restringe à promoção do conhecimento, “a exigência do mercado de trabalho ainda é o principal fator, isso é inquestionável”, complementa Maria Severiana. Nesse contexto, cada vez mais corporações firmam parceria com institutos internacionais para aprimoramento dos funcionários e consequente expansão dos negócios.

É o que diz Regis Ribeiro, formado em Processamento de Dados, que resolveu aprender uma nova língua porque a empresa na qual trabalha aliou-se a uma companhia canadense. “A maioria dos aplicativos e livros de Informática estão em outro idioma, e com a parceira resultou a urgência de se falar inglês no trabalho.” 

 

Qualidade         

De acordo com Maria, as escolas apresentam realidades bastantes distintas quanto ao público atendido. “Leciono no Centro de Línguas e escolas, mas o Centro de Línguas é muito diferenciado, a maioria dos discentes são universitários, são mais comprometidos."

Muitos estudam Inglês porque são obrigados, por constar na grade curricular das escolas, porém o aprendizado de línguas estrangeiras deve estar dissociado da obrigação e focado na qualidade do ensino. A professora salienta que como educadora nessa área de ensino de língua estrangeira, do inglês especificamente, acredita que há muito que fazer para melhorar o aprendizado.  

Em algumas escolas, é oferecida ao docente a possibilidade de ministrar aulas com abordagem comunicativa, mas a maioria das escolas de ensino fundamental exige-se que as aulas sejam em português. “Se você tenta dar aula em inglês, você é tolhido pelo coordenador, pelo diretor. Então, infelizmente tem que haver uma mudança de mentalidade”, relata Maria.

Quem ratifica o comentário é Regis Ribeiro: “Quando estudei na rede pública não havia qualidade e as aulas eram em português. Hoje, percebo que o que eu aprendi é muito básico, chega a ser insignificante”. 

Outra questão que preocupa os professores é a carência da qualidade de conteúdo disponibilizado gratuitamente. Muitas vezes atrelados, aluno e disponibilidade de recursos, se perdem do conhecimento objetivo da língua.

 

Carência no ensino

Os estudantes pesquisam na Internet em que há regras gramaticais erradas, ortografia incorreta, e o próprio Google Tradutor que traduz de forma mecânica, sem adaptação às expressões e contexto. “Eu conheço quando um aluno traduziu texto no Google, eu costumo tirar nota porque prefiro que o aluno produza um pouco menos, mas com as palavras dele”, defende Maria Severiana.  

Para José Inácio, é possível se beneficiar com a Internet, porém “é necessário muito esforço e compromisso de quem se disponibiliza a aprender outra língua de forma autodidata. Deve ser um compromisso diário”.

O estudante utiliza um recurso para auxiliar na fixação do conteúdo aprendido em sala, em que há apresentação de imagens que preciso acertar a escrita para pontuar e passar para o nível seguinte. Enquanto o método utilizado em classe, é ensinado em lições que tratam de situações do cotidiano, o que, segundo o estudante, facilita a aprendizagem.  

É consensual, tanto entre educadores quanto estudantes, que a informação precisa ser apresentada de maneira que o aluno entenda a que se aplica o conteúdo. Deve haver compreensão da finalidade do conhecimento para o sucesso da aquisição do conhecimento.

 

 

 

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