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maconha

Pelo cultivo dos seus direitos

A política de proibicionista e violenta do Estado há tempos dá sinais de que a legalização e descriminalização da maconha é melhor caminho

Por Kamylla Moreira

 

O direito de cultivar maconha é antes de tudo uma luta para cultivar seus direitos como pessoa. O uso de drogas, como se sabe, vem de tempos remotos e acompanha a humanidade em auxílio à questões psíquicas e físicas, como no caso da cannabis, em uso medicinal. Drogas como álcool e tabaco são permitidas e incentivadas, mas as discussões em torno da maconha procuram criminalizar e oprimir o usuário.

Mas uns mais que outros. Classe social, cor e até opção sexual é motivo para o baculejo nas periferias. Em bairros nobres, às vezes, se tiver alguém "suspeito". E todos na mesma cadeia. Produtor, motorista, traficante, aviãozinho, consumidor. Mas este último, apesar de comprar e se beneficiar da erva, sai ileso. Mal é o traficante.

O consumidor não consome se ninguém vender. E ninguém vai parar de fumar. Por isso ninguém vai parar de vender. Por que não legalizar? Porque não tentar diminuir a violência policial e entre traficantes? Porque não deixar que as pessoas possam decidir sobre seus próprios corpos? Parece que as preocupações políticas relacionadas às drogas não estão interessadas nessas questões, preferindo, ao contrário, insistir em uma estratégia que vem sendo repetida por toda uma vida, com inegável fracasso.

Cultivar maconha seria a solução. Comercializá-la, sim, também. Qualquer pessoa tem o direito de usar seu corpo como quiser, elevando-o ou reprimindo-o, por isso a discussão sobre a legalização do uso da maconha deve partir da premissa de que podemos, com informação e conhecimento, escolher os sentidos que damos à nossa existência.

Fonte : FIC

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