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Erika Lust

Agora pensando nelas

A indústria pornográfica ganha um novo caminho com produtoras feministas à frente de seus filmes

Por Carmem Curti

 

erika lust
Diretora Erika Lust na produção de um de seus filmes. Fonte: 
http://erikalust.com/

 

A pornografia é velha conhecida de todos, mas sempre foi tida como “coisa de homem”. É fácil ver o porquê disso: o foco no prazer masculino e em atos que levam a ele é a mola propulsora da indústria. Mas só homens fazem e gostam de sexo? A resposta é óbvia: não.

Por que o interesse da mulher por sexo e pela pornografia é tabu, se para os homens é algo discutido abertamente? Para responder essa pergunta e naturalizar a sexualidade feminina e quebrar a indústria focada no homem heterossexual e suas fantasias surgiram, na última década, produtoras feministas de filmes pornô.

Os profissionais da área, como a premiada diretora Erika Lust, buscam dar autonomia para as atrizes fazerem apenas o que elas querem e fugir da estética forçada do pornô convencional para mostrar que as mulheres tem sim direito ao prazer. Para isso, a fotografia, as trilhas sonoras e os roteiros são quase tão bem trabalhados como os de filmes convencionais.

Empoderamento feminino

Em seu site, Erika Lust define o que busca com o seu trabalho: “Eu espero criar uma nova onda no cinema adulto, para mostrar toda a paixão, intimidade, amor e luxúria no seco: onde o ponto de vista feminino é vital, a estética é um prazer para todos os sentidos e onde aqueles que procuram por uma alternativa à pornografia podem achar um lar”, escreveu. E ela não é a única diretora interessada nessa mudança.

 

courtney

Diretora de filmes adultos e fotógrafa feminista Courtney Trouble.
Fonte: http://courtneytrouble.com/

 

Com premiações específicas como o Feminist Porn Awards, cada um mostra no que é bom e para o que veio. A diretora Courtney Trouble é outra super premiada: já produziu e dirigiu 20 filmes e inúmero conteúdo para a internet, além de fundar uma produtora, segundo a sua página (link na foto).

Para os profissionais dessa vertente da indústria de filmes adultos, acabar com a opressão da mulher no que diz respeito ao sexo e ensiná-la que ela pode e deve aproveitá-lo é a jogada principal. Para Erika Lust, as mulheres não devem virar as costas para o que as ajuda a se descobrir como seres sexuais. “Pornografia é uma parte enorme da cultura em que vivemos. Nós não podemos simplesmente ignorá-la, nós temos que participar e discutir esse muito influente gênero”, diz em seu portal.

Fonte : FIC

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