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Passe Livre: Pelo direito de ir e vir. Transporte público não deveria ser mercadoria.

Passe Livre Estudantil começou a vigorar para grande Goiânia

Estudantes da capital e mais 18 cidades terão 48 viagens por mês

por Nasser Najar

Depois de dois anos, o governador Marconi Perillo finalmente assinou o projeto do passe livre estudantil e cumpre com uma promessa de campanha. Nessa segunda-feira, 12, o passe livre entrou em vigor para todos os estudantes da rede pública e particular que estão entre o 5º ano do ensino fundamental e o ensino superior e se cadastraram no Vapt-vupt.

Estudantes da região metropolitana de Goiânia, com exceção de Caturaí e Inhumas, vão receber 48 viagens para a locomoção. O custo das passagens é bancado pelo governo do estado e as prefeituras. Se ao final do mês o estudante não tiver usado as 48 viagens, elas não se acumulam para o próximo mês. Quem está cadastrado no programa PLE deve levar a carteira de passe escolar até um ponto de recarga automática para adquirir as viagens.

A Conquista do PLE

Ao contrário do que se imagina, a luta pelo PLE nas ruas existe desde que o governo prometeu sua implantação. Era uma das promessas de campanha. Durante esses dois anos a RMTC manteve o serviço precário, mas “ajustava” os valores todo ano. A revolta popular, as ações diretas e as exigências da população fez com que o projeto saísse do imaginário e torna-se real.

A concretização do Passe Livre só foi possível graças a não conformação daqueles que usam o transporte público todos os dias e sofrem como gado. A realização da promessa não é digna de congratulações aos políticos, já que adiaram ao máximo o cumprimento da palavra.

De acordo com alguns manifestantes, a indignação popular não deve amenizar tão facilmente, como pensam muitos engravatados. Pois para eles o serviço continua precário, e as empresas estão recebendo um subsídio mensal de R$4,5 milhões por mês para custear o PLE. Um dinheiro que poderia ser usado para outras urgências públicas, como saúde ou educação.

Máfia do Transporte”?

Os empresários do transporte fizeram essa exigência e foram atendidos prontamente pelos governantes. Os milionários donos do transporte goianiense reclamaram, mas não cogitaram abandonar a concessão da exploração do transporte. Além de não custear o Passe Livre Estudantil, as empresas aumentaram mais uma vez a tarifa do ônibus, agora custando R$2,80.

Com os protestos no início do ano em todo Brasil, impostos foram reduzidos para as empresas voltarem as tarifas ao preço antigo e mesmo assim continuar lucrando. Pouco tempo depois, a passagem torna a aumentar, com promessas repetidas de melhoria na qualidade do transporte. Até o momento não foram adquiridos mais ônibus, não há mais veículos nas linhas, não há organizadores de filas nos terminais entre outras promessas não cumpridas.

A luta pelo transporte continua

Apesar do paliativo do PLE a luta pela melhoria do transporte continua. A Frente de Luta-GO continuará a organizar manifestações, pois existem necessidades do povo a serem atendidas como o fim do atraso e lotação dos ônibus, participação popular na organização do transporte público, melhores estruturas nos terminais, ônibus depois da meia-noite, redução da tarifa, entre outros.

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