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Por uma questão de ordem

Projeto de lei antiterrorismo e estratégias de repressão popular preocupam os movimentos sociais

Por Ludimila Mendonça

 

Um momento de efervescência política no Brasil encontrou uma tentativa desesperada em frear a organização de movimentos sociais. A lei antiterrorismo prevê penas de 15 a 30 anos pra ações que instauram pânico e terror generalizado.

Esta medida claramente antidemocrática que restringe a liberdade de manifestação tramita pelo senado brasileiro. A realização da Copa do mundo no Brasil foi colocada como justificativa para a aprovação do projeto de lei.

Na cidade de Goiânia onde ocorreram diversas manifestações desde o ano passado com respostas violentas da polícia, diversas forças militares fizeram uma reunião para discutir estratégias de contenção popular durante a Copa.

O local escolhido para a reunião foi a Universidade Federal de Goiás, os estudantes interpretaram a escolha como uma forma de repressão e se manifestaram no gabinete do reitor da Universidade. A estudante Lorena de Sousa se posicionou a respeito “Quando a gente considera que na Universidade temos um foco forte de mobilização popular, essa ação pode ser vista como uma forma de repressão”.

A assessoria da instituição colocou em sua página na internet uma nota de esclarecimento sobre o fato. Na nota a reitoria alega que apenas permite o uso do espaço do Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal para atividades externas conforme agendamento, portanto não tem responsabilidade pela entrada dos militares na universidade.

Fonte : FIC

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