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Foto. Suspeito

Segurança Pública: um debate necessário e urgente

As discussões sobre segurança se fazem urgente tendo em vista o aumento da criminalidade e as implicações da nova onda chamada "os justiceiros"

 

A falta de segurança é apontada como uma das principais reivindicações da sociedade brasileira. Em Goiás, não é diferente. Por isso, em 2014, o mês de maio ganha destaque no combate à criminalidade. Especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil estão reunidos em Goiânia, capital do Estado, para discutir a atual situação da Segurança Pública em Goiás. Os ciclos de debates realizados pela OAB/GO começaram no último dia 6 de maio e seguem até 3 de junho.

Há muito tempo a Segurança Pública é tema de discussão nas esferas municipais estaduais e federal. Os debates entorno do assunto se intensificaram nos últimos anos voltando a atenção para um comportamento social cada vez mais comum. A ação de "justiceiros".

A desassistência do Estado somada a crescente violência tem sido o argumento daqueles que optam por fazer “justiça com as próprias mãos”. O assunto é polêmico e tem figurado na mídia frequentemente. O Caso mais polêmico envolveu, no início deste ano, a apresentadora do Jornal SBT Brasil, Rachel Sheherazade. Ela “defendeu” a atitude de um grupo de pessoas que espancaram um suposto criminoso.

O debate sobre este tipo “justiça” voltou à tona com o caso do linchamento de uma mulher no Guarujá, litoral de São Paulo. Ela foi espancada e morta por populares após ser confundida com uma sequestradora de crianças.

A onda cresce

Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul já registraram casos desse tipo. Em Goiás, também há registros da ação dos "justiceiros". Na onda da justiça pelas próprias mãos, populares amarraram e agrediram em fevereiro, suspeitos de um assalto no Setor Pedro Ludovico em Goiânia. Outro jovem de 20 anos foi espancado, por moradores do Setor Universitário, acusado de assaltar uma mulher.

Defendida por uns e criminalizada por outros a onde cresce, bem como a polêmica em torno dela. Para o universitário, Wanderson André, 20 anos, o ato não é premeditado e as pessoas agem motivadas pelo calor do momento. Mas se diz totalmente contra esse tipo de atitude. “Eu sou totalmente contra isso. A coisa não funciona assim. A maneira mais ineficaz de se combater a violência é através da própria violência”, ressalta.

“Eu acho que a pessoa se iguala ao próprio criminoso”, afirma a universitária Nayara Cunha de 27 anos. Segundo a estudante, nenhuma pessoa tem o direito de agredir a outra, sendo esta outra culpada ou não. “A punição deve existir, mas não pela violência” conclui.

Fonte : Foto: Correio Goiano

Categorias : Segurança

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