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Gravidez na Adolescência um problema recorrente e que não para de crescer

O número de meninas que se tornam mãe tem crescido assustadoramente. É cada vez mais comum encontrar adolescentes de 15 anos com até mais de um filho

Por: Jéssica Cardoso

A taxa de meninas, entre 12 e 19 anos, grávidas tem crescido com o passar dos anos. O que é considerado um problema social devido aos desdobramentos que uma gravidez não planejada em meninas tão novas pode causar. Uma das principais consequências é o abandono escolar pela jovem mãe, outra é o número alto de agravamentos na gestação e até mortes que as mulheres dessa faixa etária sofrem.

 Dados sobre o assunto estão na Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde mostrou que, enquanto as taxas gerais de fecundidade nas décadas de 1970 e 1980 caíram no país inteiro, o número de adolescentes grávidas aumentou 26%.Já em 1996, 14% das meninas dessa faixa etária já tinham pelo menos um filho e que as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior.

 Outro dado importante é o número de parturientes, no período de 1993 a 1998, em pacientes atendidas pela rede do SUS, houve aumento de 31% dos casos de meninas entre 10 e 14 anos. Nesses cinco anos, 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de abortos clandestinos. Quase 3.000 estavam na faixa dos 10 aos 14 anos.

A pesquisa também mostrou que o fator socioeconômico é de extrema relevância, uma vez que nos locais considerados mais pobres, como Norte e Nordeste do país, o número de adolescentes grávidas é uma em cada três, enquanto que nas regiões Sul e Sudeste esse número cai para 25%, que continua sendo um número muito alto.

O tema tem se tornado constante nos debates de politicas públicas e de métodos de prevenção. O Ministério da saúde tem uma série de ações a serem executadas para tentar diminuir os números de adolescentes grávidas no país. Entre elas, políticas públicas de prevenção  da gravidez, de planejamento familiar e distribuição de contraceptivos estão entre as ações.

 Estou gravida. E agora?

Giselle ficou grávida do seu primeiro namorado, aos 14 anos, sem nenhum tipo de estrutura psicológica para ter um filho. Quando o namorado soube da gravidez, ele lhe deu dois comprimidos que disse que eram abortivos, mas que não a fizeram abortar. Ele terminou o namoro com ela. Ela se viu sozinha e gravida. Demorou três meses para contar para a mãe, que no fim, acabou aceitando e ajudando Giselle.

Não é difícil encontrar adolescentes que possuem uma história parecida com a de Giselle. Existem blogs e até grupos em redes sociais em que meninas que se tornaram mães muitos novas dividem suas experiências.

“Eu não queria estar grávida. Quando eu descobri foi como se uma bomba caísse na minha cabeça. Eu tinha 14 anos, não podia ter um filho.” Conta Giselle Amorin que hoje tem 16 anos e uma filha de quase dois anos.

 

Fonte : FIC

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