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Venda de e-books alcança parcela significativa do mercado

Apesar de ainda representarem uma parte pequena do total de vendas, os livros digitais no país deram um salto superior ao dos Estados Unidos, e animam leitores e editoras

 

E-book

Fonte: http://giacomodegani.com.br/

 

 

Os e-books fizeram mais sucesso do que o esperado por alguns, mas  não representou a ruína das bibliotecas. Segundo pesquisas recentes, a venda de livros digitais já atingiu entre 2% e 4% da fatia do mercado editorial brasileiro. Embora pareça pouco, essa quantidade foi alcançada apenas um ano após a disponibilização no Brasil, e a velocidade de crescimento já supera países como Estados Unidos.

O primeiro e-reader a ser lançado no Brasil, o Kobo, pela Livraria Cultura, gerou uma onde de ceticismo, por parte de alguns leitores, e de desespero, por parte dos saudosistas do papel. Em dezembro de 2012, quando se tornou possível adquirir o e-reader, somente dois resultados pareciam possíveis: a venda de livros digitais seria um fracasso, ou significaria o fim definitivo do livro físico.

Junto com o Kobo e os e-books da Livraria Cultura, tornou-se possível também comprar através da Amazon, que lançou seu site no país unicamente para a venda de livros digitais e de seu e-reader, o Kindle. O Google Play Livros e Filmes, aplicativo para a plataforma Android, também disponibilizou títulos para download.

 

Quem são os leitores

 

A escritora goiana Dayse Dantas lê e-books desde 2005, através de computadores e celulares, e comemorou a vinda de plataformas especializadas em leitura. “O aparelho não mudou muita coisa, só que agora é melhor ler, porque ele foi feito pra deixar leitura mais confortável”, conta ela.

"Eu deixei de comprar livros físicos, sim, mas isso é uma coisa boa", diz a escritora. Mas as livrarias não foram abolidas da sua vida: "Se tem a capa bonita ou eu sou muito fã, eu provavelmente acabo comprando o físico. Mas fora essas ocasiões, não me interessa muito ter o livro, e até mesmo pra ler é melhor no e-reader, porque é mais leve e prático."

O mesmo aconteceu com Carmem Curti, estudante de jornalismo e dona de um Kobo há dois meses: "só compro se eu tiver certeza que (o livro) vai ser ótimo." O e-reader facilitou seu acesso aos livros, ao invés de afastá-la deles. "Já li mais de 5 livros só nesses dois meses", conta. "Quando fico na dúvida se um livro ou autor é bom, baixo o livro ou compro o e-book, que costuma ser mais barato que o impresso", explica.

Para ambas a leitoras, o ponto alto do e-reader é a praticidade. "Não preciso mais carregar livros ou textos da faculdade se estes estiverem disponíveis online", diz Curti.  Dantas se mostra esperançosa com o aumento de leitores: "As editoras são um pouco hesitantes por causa da pirataria, mas logo a quantidade de vendas de e-books será grande o suficiente para fazer a quantidade de piratas irrelevante."

Fonte : FIC

Categorias : Tecnologia

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