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O conhecimento é a única coisa que ninguém pode roubar de você

Estudantes da UFG convivem diariamente com a violência e a criminalidade dentro do próprio campus universitário.

Por Marco Faleiro

Samambaia

Foto: reprodução (anpoll.org.br).

 

Um grande problema para os estudantes e trabalhadores do Campus II da Universidade Federal de Goiás, comumente chamado de Samambaia, é a segurança, ou, de maneira mais precisa, a falta dela. Os frequentadores do campus universitário têm de conviver com furtos, roubos e até assaltos à mão armada dentro do perímetro da universidade.

Por ser território de autoridade federal, a Polícia Militar do Estado não pode fazer patrulha ou apreensões dentro do Samambaia, apenas a Polícia Federal tem permissão para atuar na região. Como não tem esse caráter “preventivo”, a Polícia Federal não tem presença vigilante nos campi da UFG.

Dessa maneira, a patrulha do campus fica sob a responsabilidade da empresa contratada pela UFG, o Grupo Guardiã, que, além de segurança, também executa a limpeza dos prédios. Os vigilantes da Guardiã fazem rondas pela região do Samambaia em motocicletas e fazem guarda na entrada dos institutos. E alguns desses vigilantes têm inclusive porte de armas de fogo.

Casos de violência

Graduanda do curso de Ciências Biológicas na UFG, a estudante Raíssa de Oliveira convive diariamente com a aflição do sentimento de insegurança. Ela contou que as piores ocasiões são as aulas no período noturno, quando o campus está muito vazio, fato piorado pela iluminação que não é a ideal. Além disso, Oliveira relatou o caso de uma vigilante do Instituto de Ciências Biológicas que foi atacada por dois homens, que levaram com eles a arma da trabalhadora. A ação do Grupo Guardiã foi realocar a vigilante para outro departamento.

Outro caso com muita repercussão nas redes sociais foi uma série de assaltos à mão armada ocorridos no Samambaia no dia último 21/02. Na noite de uma sexta-feira, quatro jovens estavam abordando estudantes e efetuando roubos dos objetos de valor. O caso foi relatado pela assessoria da Universidade.

Também estudante da UFG, Gustavo Alexandre presenciou em primeira mão a violência dentro do Campus II. O estudante disse que as ações foram perpetradas por um casal, que, armado, roubou diversas pessoas nas imediações do campus de forma consecutiva. Gustavo lembrou que tudo se passou num feriado, data em que não há muito movimento na Universidade, mas que inclusive um colega de classe foi vítima da violência.

Solução?

Para Raíssa de Oliveira, a solução mais simples seria um melhor treinamento dos vigilantes do Campus e um aumento no efetivo daqueles que fazem rondas de patrulha. Além disso, ela recomenda: “enquanto o problema não é resolvido, o jeito é ter o máximo de cuidado possível, evitar andar sozinho e não exibir objetos de valor”.

Fonte : FIC

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