Weby shortcut
4884

Progresso social através do cooperativismo e auxílio mútuo

Fernando Bartholo fala sobre o modelo de autogestão implementado nas cooperativas apoiadas pela Incubadora Social da UFG

Por: Wanderson André

Coordenador da Incubadora Social da Universidade Federal de Goiás (UFG), Fernando Bartholo,  destaca a importância dos empreendimentos como alternativa ambiental, econômica e social. Em entrevista concedida na Casa de Projetos Sociais da UFG, Bartholo falou sobre as pretensões e dificuldades enfrentadas pelos catadores. Além disso, o coordenador explicou como funciona o modelo de autogestão implantado em todas as cooperativas.

Jovens jornalistas: O que é Incubadora Social?
Fernando Bartholo: É um programa de extensão vinculado a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), formado por professores, técnicos administrativos, alunos de graduação e pós graduação da Universidade Federal de Goiás (UFG). Atualmente dezesseis cooperativas de material reciclável estão integradas e orientadas pela Incubadora.

J.J: Que tipo de orientação é dado para estes empreendimentos sociais?
F.B: A incubadora é composta por várias equipes, cada uma delas oferece um tipo de serviço para as cooperativas: Tem a equipe de contabilidade, que auxilia os catadores nos pagamentos todos os meses. A de comunicação, que cuida da imagem dos empreendimentos sociais e divulga as ações da Incubadora. Autogestão, que implementa um modelo de administração voltado para o cooperativismo. Equipe ambiental, que alia a produção com a preservação do meio ambiente. Equipe jurídica, que cuida de toda a parte burocrática das cooperativas.

J.J: O que é necessário para que as cooperativas sejam aceitas pelo programa?
F.B: É necessário que haja um grupo de catadores dispostos a trabalharem com um modelo de autogestão. Neste modelo, a característica básica é a inexistência de funcionários contratados. Todos são sócios proprietários, os cargos e funções são ocupados conforme o entendimento entre os associados.

J.J: Em sua opinião como os catadores vêem as cooperativas?
F.B: Ao contrário do que muitos pensam, eles vêem as cooperativas como uma oportunidade de exercerem sua profissão. A maioria deles quando trabalhavam de forma autônoma eram vistos como lixeiros ou outra coisa. Com o implemento dos empreendimentos sociais eles ganharam condições dignas de trabalho, além disso, foram retirados das ruas, da clandestinidade. Vários cooperados antes de serem inseridos nas cooperativas se quer tinham documentos pessoais, viviam como mendigos. Muit os catadores ganharam moradia, passaram a morar no próprio local de trabalho.

J.J: Existe alguma lei que regulamenta a reciclagem como profissão?
F.B: As cooperativas de catadores de material reciclável são regulamentadas pela lei 5.764 de 1971. O decreto compreende em uma política nacional de cooperativismo. A essência deste sistema está em estruturar-se em bases de sustentação nitidamente distintas daquelas que fixam as sociedades comerciais.

Fonte : FIC

Listar Todas Voltar