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Entre a estrutura e a qualidade de ensino

Padronização das escolas busca ser uma proposta para a melhoria na aprendizagem

Por Amanda Damasceno

O vereador Tayrone Di Martino apresentou no fim do ano passado um projeto de lei que busca padronizar as escolas municipais de Goiânia. De acordo com o projeto, todas as escolas a serem construídas devem seguir um padrão de qualidade e as que já existem teriam seis anos para se adequarem às exigências. Dentro do padrão, há itens como salas de aula com ventilação e iluminação adequadas, biblioteca com acervo atualizado e no mínimo dois títulos por aluno, quadra poliesportiva coberta e banheiros com acessibilidade.

Para Leonardo Augusto, coordenador pedagógico do Colégio Delta, a estrutura da escola deve garantir um ambiente adequado para o aprendizado do aluno, porque “se ele se sente confortável, é mais fácil que ele se interesse pelo que é ensinado”. Apesar de reconhecer a importância da infraestrutura, ele não se esquece que também existem outros fatores que influenciam na qualidade do ensino. “Se tivermos uma excelente infraestrutura, mas não tivermos bons profissionais e não conseguirmos o interesse do aluno, não adianta nada. Mas temos que garantir um bom local de estudo, com possibilidades para que o estudante tenha vontade e condições para aprender”, afirma o coordenador. 

Um estudo feito pela Fundação Victor Civita (FCV) em São Paulo e Recife aborda um pouco essa questão. O que pensam os jovens de baixa renda sobre a escola foi feito pela FCV juntamente com Centro Brasileiro de Análise e Planejamento e teve seu relatório final divulgado em junho de 2013. Segundo o estudo, muitas vezes a falta de aulas práticas era atribuída à ausência de infraestrutura, a dificuldade de se cursar aulas como Educação Física vinha da má conservação das quadras e nem sempre as escolas tinham computadores, quadras de esporte e bibliotecas.

Diferenças

Rayssa Morais, estudante de 18 anos, acredita que a estrutura pode ajudar muito no ensino. Ela estudou durante um ano nos Estados Unidos e diz que a estrutura das escolas do país era um grande diferencial. Além de receber todos os materiais que usava, a escola oferecia toda a estrutura física necessária. "Tínhamos duas quadras, mais de dois campos de futebol, academia, vestiários e tudo que precisávamos.” conta ela sobre a experiência.

Quem também elogia a estrutura das escolas estadunidenses é Victor Alexander, também estudante, que estudou um bom tempo nos Estados Unidos. Ele diz que onde morava, a maioria das escolas tinham uma estrutura comparável à das faculdades do Brasil. Victor destaca que com essa estrutura, os alunos acabavam se sentindo mais confortáveis em passar o dia inteiro na escola e se interessavam mais pelo ensino.

Rayssa Morais finaliza apoiando a atitude do vereador Tayrone Di Martino. Ela acredita que embora uma escola não seja feita só da estrutura, ela acrescenta muito. "Se um bom professor quiser, ele consegue ensinar mesmo sem um ambiente propício, mas acredito que tendo à sua disposição um lugar e ferramentas adequadas, ele tem mais oportunidades de fazer o aluno se interessar e se sentir confortável para aprender." Para a estudante, é garantindo escolas com um padrão de qualidade de estrutura que garantimos  um ensino melhor.

Fonte : FIC

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